FORMAÇÕES IMAGINÁRIAS PRESENTES NO
DISCURSO DE PACIENTES EM ESTADOS DE PSICOSES

Rosemary Caetano (UFF)

INTRODUÇÃO

Toda vez que o sujeito de um discurso toma a palavra, ele mobiliza um funcionamento discursivo que remete a formações imaginárias. Segundo Pêcheux (1990), o discurso produzido por um sujeito pressupõe um destinatário que se encontra num lugar determinado na estrutura de uma formação social. Tal lugar aparece representado no discurso por formações imaginárias que designam o lugar que o sujeito e o destinatário se atribuem mutuamente, ou seja, a imagem que fazem de seu próprio lugar e do lugar do outro. Neste trabalho, pretendemos discutir em que medida essas representações imaginárias se acham afetadas por características próprias dos estados de psicoses. A título de exemplificação, utilizaremos fragmentos de entrevistas entre psiquiatras e pacientes diagnosticados como psicóticos em uma instituição psiquiátrica no Rio de Janeiro.

 

As formações imaginárias

Para Pêcheux (1990), num discurso estão presentes um sujeito A e um destinatário B, que se encontram em lugares determinados na estrutura de uma formação social. Esses lugares se acham não apenas representados nos processos discursivos, mas transformados. Daí um discurso não implicar necessariamente uma mera troca de informações entre A e B, mas sim um jogo de “efeitos de sentido” entre os participantes. Os sentidos seriam produzidos por um certo imaginário, que é social e é, por sua vez, resultado das relações entre poder e sentidos. E a ideologia seria a responsável por produzir o desconhecimento dos sentidos através de processos discursivos observáveis na materialidade lingüística. Toda a prática discursiva trabalha, então, para que o efeito de sentido constituído produza a ilusão de um sentido único. Por isso tem-se a ilusão de que os sujeitos são a fonte do sentido (ilusão esquecimento nº 1) e de que têm domínio do que dizem (ilusão esquecimento nº 2). Segundo Indursky (1994), essas duas ilusões apontam para a questão da constituição ideológica e psíquica do sujeito do discurso. Desse modo sua interpelação como sujeito relaciona-se ao imaginário e sua estruturação como sujeito se dá pela relação com o simbólico.

Logo, nos processos discursivos, vemos funcionar uma série de formações imaginárias que designam os lugares “que A e B se atribuem cada um a si e ao outro, a imagem que eles se fazem de seu próprio lugar e do lugar do outro.” (Pêcheux, op. cit.: 82) Segundo Pêcheux (op. cit.: 83), todo processo discursivo supõe a existência das seguintes formações imaginárias:

IA(A): Imagem do lugar de A para o sujeito colocado em A - Quem sou eu para lhe falar assim?

IA(B): Imagem do lugar de B para o sujeito colocado em A - Quem é ele para que eu lhe fale assim?

IB(B): Imagem do lugar de B para o sujeito colocado em B - Quem sou eu para que ele me fale assim?

IB(A): Imagem do lugar de A para o sujeito colocado em B - Quem é ele para que me fale assim?

Existiriam nos mecanismos de toda formação social regras de projeção responsáveis por estabelecer as relações entre as situações discursivas e as posições dos diferentes participantes. As relações imaginárias podem ser, portanto, consideradas como a maneira pela qual a posição dos participantes do discurso intervém nas condições de produção do discurso.

Podemos concluir, com Pêcheux, que um processo discursivo supõe, por parte do emissor, uma antecipação das representações do receptor, sobre a qual se funda a estratégia do discurso. Como se trata de antecipações, o que é dito precede as eventuais respostas de B, que vão sancionar ou não as decisões antecipadas de A. Essas antecipações são, entretanto, sempre atravessadas pelo já ouvido e pelo já dito, que constituem a substância das formações imaginárias.

Considerando as posições discursivas presentes nas entrevistas que compõem o corpus analisado, pudemos distinguir dois grupos de formações imaginárias: as formações imaginárias de A, dos representantes do discurso médico, e de B, dos pacientes em estados de psicoses. Neste trabalho, no entanto, o que nos interessa são as formações imaginárias de B e como elas se acham afetadas pelas características dos estados de psicoses.

 

Os discursos nas psicoses

A especificidade dos discursos nas psicoses torna difícil a identificação de um conjunto de imagens dos lugares de paciente e médico para o sujeito colocado no lugar de paciente. Conforme Novaes (1999), o paciente não reconhece o lugar em que é colocado pelo discurso médico. Esse não reconhecimento implica a conseqüente não ocupação desse lugar e o não fornecimento das informações solicitadas pelo médico, o que é visto como uma confirmação dos sintomas de uma doença mental.

Segundo Novaes (op. cit.), na relação psiquiatra-paciente podem ser observados dois discursos distintos que concorrem para a inexistência de interação entre médico e paciente: a) - o discurso psiquiátrico, cuja estrutura de interpretação é consistente e cujo falante é representante de um discurso pronto, o discurso médico; b) - o discurso do paciente, que não possui uma estrutura pronta de significados, mas cujo sujeito tenta significar seu sofrimento através de atos de linguagem que possuem uma autonomia própria. A autora alerta que não está negando que o sujeito desses atos de linguagem não identifique que esteja participando de uma entrevista dentro de uma instituição médica, mas que esses atos são interpretados pelos médicos apenas como evidências de sintomas de doenças mentais. A presença desses dois discursos é o que se pode observar através do exemplo abaixo:

M: às vezes você então se desliga e não consegue se orientar direito no ambiente...(isso acontece?)

P: não sei se é desligar... eu não vejo

M: você se desorienta...não é?

P: eu não sei se é desorientação... eu não vejo

M: hum

P: o que tá acontecendo...eu não vejo...o que tá

M: o que tá acontecendo

P: em volta...eu não vejo...o que tá em volta de (...)...às vezes eu tô bem...eu tô agora tô bem...eu tô sentindo que eu tô bem...eu tô sabendo que eu tô falando com o senhor...eu sei que o senhor tá com blusa vermelha

M: hum

P: eu só...eu só quero que o senhor entenda que eu às vezes faço as coisas...e eu não vejo

A diferença entre os dois tipos de discurso presentes nas entrevistas entre psiquiatras e pacientes em estados de psicoses poderia ser apontada como resultado de posicionamentos em estruturas distintas, ou seja, entre estar numa estrutura neurótica ou numa estrutura psicótica. Tal diferença vai aparecer representada na linguagem, influindo nos diversos mecanismos discursivos e possibilitando ou não ao sujeito identificar e ocupar lugares nas várias formações sociais, lugares esses representados na materialidade lingüística através de formações discursivas.

O neurótico, estando referido a um saber, habita um mundo orientado, organizado ao redor de um pólo central. (Calligaris: 1989) Essa organização, relacionada à sua entrada na ordem simbólica, permite que o sujeito construa sua individualidade, sua identidade e, conseqüentemente, faça laços sociais. A entrada no registro simbólico e a articulação desse registro com o imaginário permitem a esses sujeitos a construção de um conjunto de imagens sobre si e sobre os outros, a partir dos lugares que passam a ocupar no discurso. Por isso é possível a identificação das formações imaginárias presentes no discurso dos psiquiatras.

Diferentemente, para o psicótico, não existe uma amarração central que lhe forneça uma significação, a partir do que todas as outras significações seriam distribuídas. Na verdade, nas psicoses, na falta de amarragem a um lugar central e organizador do saber e do mundo, o sujeito vai se encontrar numa errância infinita, tendo que sustentar esse saber com sua própria pessoa, com sua certeza. (Calligaris: op. cit.) Por não ter tido acesso ao princípio da simbolização, em que um significante é posto no lugar de um significado distinto de si, o psicótico não adquire realmente a distinção entre significado e significante. O que se observa, então, é a permanência do símbolo, que, devido à ausência de relação com o significado, perde seu valor de significante, de símbolo, passando a ser apenas uma imagem tomada por realidade, como que pode ser observado no exemplo abaixo em relação às palavras “cajá”, “jaca” e “pínico”:

M: mas quais eram as duas palavras?

P: cajá, jaca

M: cajá e jaca?

P: é

M: eram as duas palavras?

P: é

M: e elas se juntaram pra formar o quê?

P: jajá, cajá jaca, jajá

M: uhum

P: e essas duas palavras...jajá... é...é...tem...é...é...a parece que são de (um)... vária...deu...deu idéia de (um)...várias outras palavras...mas isso tem real...porque não vai ser pínico

M: não vai ser pínico?

P: é

M: o que que é pínico?

P: porque eles eram assim...mas isso não tem real...porque pa...deu pínico

M: mas o que que é pínico?

P: aí que eu estou procurando descobrir

M: você não sabe o que que é pínico?

P: não

A não distinção entre significado e significante implica uma dificuldade no uso da linguagem. Se a linguagem é a condição de tomada de consciência de si como entidade distinta, sendo através dela que o sujeito toma distância e autonomia em relação ao mundo, sem acesso à ordem simbólica, o sujeito não adquire sua individualidade nem seu estatuto societário.

Segundo Lemaire (1985), o psicótico se caracteriza por uma alteração radical e original no uso do signo lingüístico, podendo essa alteração se dar de duas maneiras, que diferenciam esquizofrênicos de paranóicos: ou o conceito não se liga de maneira estável a um significante, sendo possíveis inúmeras permutações de significantes para designar um significado, ou um único significante pode designar qualquer significado, não estando esse significante ligado a um conceito definido.

A explicação para existência de alterações no uso da linguagem se encontra ligada ao fato de alguma coisa primordial quanto ao ser do sujeito não ter entrado na simbolização, tendo sido rejeitada. Então, no momento em que o que não foi simbolizado aparece no mundo exterior, tem-se uma verdadeira reação em cadeia no nível do imaginário. O sujeito, por não poder fazer uma mediação simbólica entre o que é novo e ele próprio, entra em outro modo de mediação, substituindo a mediação simbólica por uma proliferação imaginária. Uma vez que os três registros - real, simbólico e imaginário - funcionam articulados, qualquer alteração em um deles afetará de algum modo os outros dois. E os efeitos dessa alteração poderão ser percebidos na linguagem.

A ausência de articulação entre simbólico e imaginário vai ocasionar a instalação de uma nova realidade, estranha, mas único recurso que resta ao psicótico face à carência das amarras simbólicas. Nova realidade instaurada pelo delírio e alucinações. As vozes alucinadas ouvidas pelo psicótico atestam com clareza a imposição de um outro registro - o real - nada podendo o sujeito fazer que não acolher, após um processo doloroso, os acontecimentos como lhe dizendo respeito. De acordo com Vertzman (1994), “o real alucinatório se apresenta como uma organização, uma denúncia de algo que não foi realizado a contento em outro registro da subjetividade” - o simbólico. O real que retorna na alucinação é o fragmento que, estando fora da cadeia significante, retorna como a voz alucinada de um outro.

O imaginário, sem cumprir sua função de dar ao sujeito uma imagem suficientemente completa e consistente de si, despedaçado e funcionando em regime de autonomia em relação ao simbólico, cria um lugar onde prolifera uma multiplicidade de fenômenos, que indicam problemas referentes à unidade, identidade, oposição eu X não eu, como podemos observar a seguir, quando a paciente diz ter um nome de lavagem cerebral - o nome de seu registro de identidade - e um nome verdadeiro - o de seu delírio.

M: como é o seu nome todo?

P: meu nome é Ondina Cardoso...o... meu nome de lavagem cerebral...porque eu sofri quatro lavagens cerebrais

M: então conta prá mim como foram as lavagens

P: é-é-é... meu nome verdadeiro é Neah...eu vim de Estocolmo...Suécia...pro Rio de Janeiro...a primeira lavagem cerebral foram as freiras que fizeram...foram...a freira Consuelo e uma outra

Com o imaginário desorganizado, não se consolida a identificação entre o eu e o outro: o psicótico fala de si como se falasse de um outro. Na verdade, ele se vê como um outro o vê, como objeto. É o que pode ser observado no exemplo abaixo, em que a paciente não identifica a imagem refletida no espelho como sendo sua verdadeira imagem.

M: mas você acha que você tem algum problema do sistema nervoso...prá fazer tratamento aqui no hospital?

P: não...meu problema é...meu problema é...é...é lavagem cerebral... eu sou loira dos olhos azuis...eu não me vejo no espelho

M: mas você...olhando ali pro espelho...o que que você vê?

P: eu estou vendo que eu sou...e...e..que tem cabelos castanhos e olhos castanhos...ali do espelho

M: mas você acha que isso não é seu

P: não é

M: e como é que a gente vai resolver essa situação?

P: eu vou voltar prá Estocolmo...que é assim que acaba o o jogo...que quando chegar em Estocolmo...eu vou eu vou resolver essa situação

M: e aí você vai voltar a ser quem você é de verdade?

P: é... que

M: fala um pouco então dessa pessoa que é você de verdade...como é que é você de verdade?

P: a..como é que eu sou de verdade?...ah...eu...eu sei lá...não sou animada pra fazer as coisas...eu sou meio boba mesmo...gosto de...de fazer...de...de saber de novidade...de...de...de saber de coisa...de...de...de saber de um monte de coisa interessante

Tendo perdido a referência simbólica de sua subjetividade, o psicótico tem tendência a se confundir com um outro. O sujeito fala com seu eu, como se um terceiro, seu substituto, falasse e comentasse sua atividade. Como então seria possível a esse sujeito representar discursivamente imagens sobre o lugar ocupado por ele numa certa formação social se na realidade ele é um outro?

Do lado do interlocutor, também se pode observar uma ruptura semelhante, pois há dissolução do outro enquanto identidade. Daí a impossibilidade de o sujeito nas psicoses reconhecer o lugar social ocupado por seu interlocutor no discurso, embora saiba que está participando de uma entrevista com um médico numa instituição psiquiátrica.

Como o registro imaginário é o território onde o ego impera, e o ego é a instância psíquica em contato com a realidade, isto é, com o mundo exterior, qualquer alteração neste registro implicará significativas alterações na apreensão da realidade, como no próximo exemplo. E alterações na apreensão da realidade vão acarretar problemas em relação a lugares a serem ocupados nas diferentes formações sociais.

M: mas conta pra mim...você disse que tá gostando daqui...não quer sair daqui nunca?

P: a não ser por...eu tô na terra de Deus...a não ser por um milagre divino

M: humhum...mas aqui é um hospital...você sabe?

P: aqui é a minha casa

M: é um hospital...ou é a sua casa?

P: é a minha casa...abençoada como hospital

Nas psicoses, ao desastre imaginário, entretanto, sucede-se uma tentativa de ordenação do mundo por parte dos sujeitos através da construção de uma significação delirante, “heterogênea a todo consenso, avessa aos pactos sociais, aberrante e desmesurada”, que se apresenta ao sujeito como certeza total, como verdade absoluta. Essa metáfora delirante que produz uma significação de natureza solitária e não compartilhável é, no entanto, o que vai possibilitar ao psicótico “recriar um mundo não completamente hostil onde ele possa viver.” O sujeito com seu delírio, na verdade, nos diz que há uma significação, que se impõe a ele e que lhe é perfeitamente compreensível. Ao mesmo tempo em que a metáfora delirante possibilita ao sujeito em estado de psicose criar uma significação que lhe possibilita uma certa organização, ela, por ser extremamente singular, vai impedir que esse sujeito transite com facilidade pelo universo social.

Ao falar de formações imaginárias, Pêcheux associa a noção de imaginário à de lugar social. No entanto, esta noção ultrapassa a questão ideológica, sendo antes constitutiva do próprio sujeito. Para ocupar um lugar em qualquer formação social é preciso que o sujeito tenha estabelecido certas relações imaginárias, que possibilitaram anteriormente a formação de uma imagem de si e do outro. E essas relações imaginárias uma vez estabelecidas na infância, quando da entrada do sujeito na ordem simbólica, serão determinantes de todos os outros fatos subseqüentes na sua vida. Como então representar na linguagem, cujo acesso se dá através do simbólico, um conjunto de imagens de seu lugar e do lugar do outro, se o sujeito psicótico apresenta justamente problemas em relação à identidade e à oposição eu x outro?

Da mesma forma, para o sujeito se posicionar num lugar e daí falar implica igualmente a existência de um centro a partir de onde o sujeito possa significar. Se o psicótico não possui esta organização central, se o que se observa é uma proliferação imaginária, como poderemos falar num conjunto de imagens que o sujeito faria a partir de um lugar social determinado?

É claro que, por estar tomado na estrutura da linguagem, o psicótico apresenta algum enganche no registro simbólico. E é isso que permite que, apesar da existência de uma significação singular e enigmática, seu discurso faça alguns laços sociais e ele consiga viver em sociedade e se relacionar. Como nos diz Souza (1991: 9), embora “a linguagem como discurso seja recusada, nos momentos privilegiados e raros onde se surpreende a loucura bruta e nua, que ela solte as amarras, saia dos eixos (...), nada disso impede que logo no momento seguinte, em sua gramática e sintaxe, a linguagem seja de novo retomada, domada, submetida (...) para mais uma vez articular-se em novas cadeias significantes, em novos circuitos de significações.”

Esses pontos de contato nos permitem identificar nos discursos dos pacientes em estados de psicoses elementos que a princípio poderiam nos parecer como representando imagens tanto do lugar de paciente quanto de médico para esses sujeitos. No entanto, as características dos estados de psicoses nos impedem de dizer que os sujeitos desses discursos realmente se coloquem em certas posições dentro das diferentes formações sociais e que representem essas posições na materialidade lingüística de modo que possamos identificá-las. Se num momento temos a impressão de ver tais posições representadas, logo no seguinte os discursos tomam uma nova direção, essas posições se desfazem e os papéis de médico e paciente não mais podem ser identificados.

 

CONCLUSÃO

Uma vez que o paciente em estado de psicose apresenta uma alteração no registro simbólico e problemas no registro imaginário, suas formações imaginárias, assim como as formações discursivas que as representam, se encontrarão profundamente afetadas, dificultando / impedindo a identificação do lugar de médico e de paciente para o sujeito em estado de psicose.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CALLIGARIS, Contardo. Introdução a uma clínica diferencial das psicoses. Porto Alegre : Artes Médicas, 1989.

INDURSKY, Freda. A fala dos quartéis e as outras vozes, 1994, (mimeo)

LEMAIRE, Anika. Jacques Lacan: uma introdução. Rio de Janeiro : Campus, 1985.

NOVAES, Mariluci. “Clinical interview in psychatry; a specific genre in pragmatics”. In: Actas do VI Simposio Internacional de Comunicación Social. Cuba, 1999.

PÊCHEUX, Michel. Por uma análise automática do discurso. Campinas : Unicamp, 1990.

SOUZA, Neusa Santos . A psicose: um estudo lacaniano. Rio de Janeiro : Campus, 1991.

VERTZMAN, Julio. “Alucinação e significado” In: COSTA, Jurandir Freire (org.). Redescrições da psicanálise. Rio de Janeiro : Relume Dumará, 1994.