Claudia Maria Gil Silva (UERJ e UBM)
A todo falante de uma língua é dada a possibilidade de acrescentar ao seu patrimônio lexical uma nova expressão ou palavra, ou um novo significado a um vocábulo já existente. A todo falante de uma língua é dada a possibilidade de criar, combinar, soldar partes significantes para poder dizer(-se).
Os discursos de posse dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal são um suporte para essas possibilidades, uma vez que abrigam manifestações metafóricas e metonímicas que se põem a serviço do texto e proporcionam o enriquecimento dos significados, forjando a realização de novas expressões. Essas mesmas manifestações convergem para a concepção de diferentes identidades – individuais ou coletivas – que são capazes de denotar a imagem dos sujeitos enunciativos e da instituição que representam.
Este trabalho visa à amostragem da riqueza dessas manifestações – que serão tratadas como processos neológicos semânticos – uma vez que capazes de sustentar a construção do ethos do Poder Judiciário em tais contextos discursivos.
Palavras-chave: discurso, neologismo, metáfora, metonímia, ethos.