Breve análise tipológica dos usos da
polissemia
o texto publicitário na sala de aula
Lília Alves Britto (UERJ)
O emprego de vocábulos com múltiplos sentidos é utilizado com freqüência no cotidiano das pessoas. A partir dessa observação, surgiu a idéia de se analisar a polissemia no texto publicitário, já que se trata de um gênero textual a cujo conteúdo a maior parte da sociedade tem acesso, independentemente do contexto sociocultural em que estejam inseridas.
Os textos analisados foram provenientes das revistas VEJA e ÉPOCA, em que se verificou a maneira como o emprego da polissemia tornava os anúncios mais acessíveis ao público-alvo, construindo assim o perfil de um interlocutor ideal. Dessa forma, a polissemia irá desempenhar um papel de construtora do produto ideal sugerido pela maneira como os vocábulos são empregados. Diz-se produto ideal porque este faz parte de uma espécie de encenação entre ele, o ethos enunciador e o ethos enunciatário, na qual fazem parte de um projeto de fala.
Ao longo desta pesquisa, foi possível observar que os textos analisados utilizaram a polissemia, contudo com peculiaridades. Pretende-se, neste trabalho, uma tipologia dos recursos polissêmicos.
Esta proposta de comunicação vai ao encontro de uma contribuição de trabalho para o ambiente escolar, visando à reflexão acerca do texto publicitário nas escolas e à “desalienação” tanto dos educadores quanto dos educandos sobre o ensino da leitura, interpretação e produção textual, redirecionando, assim, o olhar sobre a Educação no Brasil.
Somente a partir do momento em que o público discente perceber alguma relação com o que é ensinado do lado de dentro do colégio e o que se passa no dia-a-dia deles, o ensino da Língua Portuguesa fará algum sentido na vida desses alunos e, assim, não mais haverá alunos passivos no processo de aprendizagem,e sim alunos críticos e participativos.