ESTRATÉGIAS PARA VIABILIZAÇÃO DOS CONCEITOS E DOS SENTIDOS
NA INTERPRETAÇÃO LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
/ PORTUGUÊS BRASILEIRO EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

Sabine A A Vergamine (UERJ)

Felipe V Barbosa (UERJ)

Miriam C Freitas (UERJ)

Lívia B Vilas Boas (UERJ)

Joel Barbosa Jr. (UERJ)

Roberta A Silva (UERJ)

Edman Altherman (UERJ)

 

As línguas de sinais são línguas naturais que possuem características próprias e uma particularidade que as distingue das línguas orais-auditivas: o seu caráter viso espacial. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida pelo governo brasileiro como língua oficial da comunidade surda, que vem alcançando, com o passar do tempo, níveis de escolaridade mais altos, caracterizado por sua entrada crescente em Instituições de Ensino Superior (IES). O papel do intérprete de Libras começa ser delineado e suas funções tornam-se mais específicas dada a necessidade de adequação de léxico trazido pelos conteúdos complexos ministrados nas IES em relação ao léxico da Libras. Para que os alunos surdos possam acessar os conteúdos de forma otimizada, emerge a necessidade de discutir a práxis do intérprete de Libras dentro das IES não apenas com relação à sua atuação na interpretação de conteúdos na interface Libras/Português Brasileiro (PB), mas também na adequação do repertório lexical e conceitual dessas línguas. O vocabulário utilizado em IES, em seus diversos cursos e níveis, não é contemplado, em sua totalidade, por correspondentes na Libras. O debate, então, concentra-se inicialmente no desenho de estratégias para a criação (apropriação) de sinais para a utilização pelos usuários da Libras dentro das IES. O alto número de conceitos que começam a ser apreendidos pelos estudantes torna inevitável o uso de recursos de contato Libras/PB, muitas vezes não funcionais. Uma das alternativas é a padronização da sinalização no micro-espaço do uso dos conceitos em questão, o que facilitaria a comunicação dos conteúdos, tornando as discussões fluentes e permitindo a troca de informações entre os intérpretes e entre os alunos. É necessário, entretanto, medir o impacto lingüístico dessas padronizações locais e estudar as possibilidades, do ponto de vista lexical e conceitual, de criações de repertórios fixos e generalizáveis para outras comunidades de usuários de Libras.