MONOGRAFIA: PESQUISA OU AVALIAÇÃO

Valdinei Isac Gonçalves da Silva (UERJ)

 

Muito tem se pensado e discutido sobre a unicidade ou padronização dos textos de informação científica. Porém muitos alunos reclamam da dificuldade de definir um padrão e o sentido de um texto monográfico, no que tange à sua apresentação gráfica e discursiva, quando se deparam com uma situação de produção de texto como esta. A “monografia”, como é chamada, é vista como um texto dificílimo, adiado a qualquer custo, sendo praticado, na maioria das vezes, ao final do curso de graduação. Os alunos sempre acham que não sabem fazê-la, mesmo após terem feito uma ou concluído seu curso. Muitos professores a acham essencial para o desenvolvimento de muitas habilidades do aluno que dizem respeito ao texto escrito e às questões que envolvem este tipo de texto.

Devido a essa necessidade e cobrança, surgem então vários manuais para ajudar estes educandos em sua produção. Porém, mesmo com a ajuda de tais manuais, as monografias têm chegado aos seus professores cheias de imperfeições.

Devido a estes fatos, este texto visa analisar o discurso destes manuais monográficos, levantando alguns dos pontos que envolvem tal prática textual acadêmica e os problemas que surgem através das teorias e impregnações apresentadas nos textos referentes. Faremos o levantamento de seus pontos concordantes e discordantes, gerados por suas concepções de língua, texto, didática e autonomia do aluno, apresentados implicitamente nestes manuais, para então justificar ou negar a reclamação destes alunos formandos, analisando também como é o discurso dos escritos acadêmicos envolvidos e como é a sua real aplicação, nos espaços acadêmicos.

Além destas coisas, este texto visa situar as monografias dentro de seus meios de vinculação, questionando sua função dentro dessa sociedade acadêmica.