O USO ESTILÍSTICO DO SUJEITO INDETERMINADO
Antonio José dos Santos Júnior (UERJ)
Neste trabalho, exploramos o uso do sujeito indeterminado em português, de forma a estabelecer o que caracteriza a categoria sujeito e que critérios se utilizam para classificá-lo em indeterminado.
Para fazê-lo, recorremos a diversos autores que já estudaram o tema, bem como observamos sob que perspectiva estudam o sujeito, se sob uma visão sintática, ou se sob uma visão semântica. Analisamos o próprio conceito de sujeito, bem como os conceitos de indeterminação, de indefinição e de impessoalidade, segundo lingüistas, gramáticos e filósofos.
Outro assunto que abordamos é a chamada “voz passiva sintética”. Levantamos as principais posições a respeito dessa estrutura, seja a que defenda a existência da “voz passiva sintética”, seja a que a classifique como tendo sujeito indeterminado.
Temos como corpus de nosso trabalho os romances Lucíola, de José de Alencar, e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Levantamos, nessas obras, as ocorrências de sujeito indeterminado, bem como da chamada voz passiva sintética.
Outrossim, recorremos à Estilística para completar nosso estudo, uma vez que esta disciplina oferece informações importantes sobre os “efeitos” que o uso do sujeito indeterminado pode acarretar.