UM ESTUDO SOBRE O GERUNDISMO

Tassiana de Brito Viana Marques (UERJ)

 

A língua portuguesa serve, principalmente, para atender as necessidades de comunicação dos falantes, assim como qualquer outro idioma. Estas necessidades mudam de acordo com o tempo, com o local, com a cultura dos povos de um modo geral. Logo, a língua não é estática, ela sofre mudanças ao longo do tempo. Uma novidade na língua portuguesa é o atual uso da expressão “ir + estar + gerúndio”, perífrase conhecida por gerundismo.  Esta construção não é nova no idioma, mas sim a maneira como ela vem sendo utilizada, que não é contemplada pelas gramáticas.

Alguns especialistas em língua portuguesa consideram o gerundismo um erro, uma expressão que deveria ser erradicada da língua. Para eles, o gerundismo é uma redundância inútil, que atrapalha a comunicação e está sendo usada erroneamente para substituir o tempo verbal futuro do presente. Outra crítica ao gerundismo é a de que este se trata de um estrangeirismo, vindo de uma tradução errônea da construção inglesa “will be + gerúndio”, o future continous.

Embora as críticas sejam acirradas, existem também especialistas que defendem o gerundismo como uma expressão perfeitamente válida na língua portuguesa. Estes acreditam que o gerundismo não pode sempre ser substituído pelo futuro do presente, pois a nova expressão pode trazer outros significados ao discurso. Segundo estes lingüistas, o uso do gerundismo pode denotar uma ação contínua, educação e formalidade, ou mesmo uma falta de compromisso forte.

Esta pesquisa objetiva estudar o gerundismo pautada nestes dois pontos de vista.