EDITORIAL
O Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos tem o prazer de apresentar-lhe o trigésimo terceiro número de sua Revista Philologus, com nove artigos, e três resenhas, da autoria dos seguintes professores e filólogos ou lingüistas: Ana Cláudia de Souza (68-75), Evanildo Bechara (132-136), José Pereira da Silva (137-139 e 140-142), Luiz Antônio Lindo (7-26), Marcelo Amorim Sibaldo (27-40), Márcia de Souza Luz-Freitas (55-67), Maria Josefina Israel Semino (76-100), Maria Regina Pante (112-120), Milton Chamarelli Filho (121-131), Paulo José Benício (101-111), Ronaldo Lima (68-75) e Sérgio N. de Carvalho (41-54)
Como estamos adiantando a edição deste número da Revista, não sairá com a entrevista programada porque não foi possível a sua realização dentro deste prazo reduzido.
O preparo da edição do volume IX dos Cadernos do CNLF, que sairá em mais de quinze números, está exigindo de nós um aceleramento da Philologus para que a copiadora tenha condições de nos entregar os textos impressos na seqüência dos originais que lhos formos apresentando.
O primeiro artigo trata da tradução em português de La Ginestra de G. Leopardi, seguida de observações acerca das dificuldades em traduzir poesia, da feição ao mesmo tempo moral e retórica do “pensamento” de do autor.
O segundo reflete sobre o sujeito, termo dito “essencial da oração”, como é tratado num livro didático da 6ª série do Ensino Fundamental.
O terceiro analisa criticamente os efeitos de metáforas conceituais na ideologia política do governo do presidente norte-americano G.W. Bush e seus principais aliados por ocasião dos eventos de 11 de setembro de 2001.
O quarto apresenta considerações acerca da trajetória do ensino de Língua Portuguesa no Brasil.
O quinto artigo traz à tona alguns aspectos referentes ao processo de variação de sentido do termo Manezinho, outrora criado e empregado para fazer referência aos colonos da Ilha de Santa Catarina.
O sexto trabalho aborda o estudo dos fatores sociais que podem pesar nas interferências fonético-fonológicas que ocorrem em alunos brasileiros que aprendem o espanhol numa Universidade.
O sétimo trata do mais antigo manuscrito pertencente à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que é um códice em pergaminho, escrito com caracteres minúsculos, contendo os quatro Evangelhos e datado do século XII.
O oitavo artigo trata do funcionamento do artigo definido o e de sua variante el diante do substantivo rei, formando a lexia el-rei, no português arcaico.
O nono artigo discute o conceito de subjetividade, proposto pelo lingüista francês Émile Benveniste, passadas quase quatro décadas desde sua formulação.
Para o próximo número, já estamos com os seguintes artigos “na ponta da agulha”: “Da relevância de se perceberem os fatos lingüísticos em textos literários”, de Maria Teresa Gonçalves Pereira; “Os filólogos”, de Antônio Houaiss; “Particularidades lingüísticas no português de Angola”, de Anete Mariza Torres Di Gregorio; “Procedimentos de monitormento do falante em diálogos simétricos”, de Paulo de Tarso Galembeck e “Recursos narrativos n’Os Lusíadas”, de Maria Paula Lamas, além da entrevista e das resenhas.
A Direção desta Revista Philologus e a Direção do CiFEFiL pedem aos colegas que contribuam com as suas críticas positivas e honestas para que os seus serviços possam atingir a melhor qualidade possível que os seus recursos permitem.
Rio de Janeiro, agosto de 2005.
José Pereira da Silva