Q U A R U P:  ROTEIRO DE ESTUDO

Maria Lúcia Mexias Simon

1. INTRODUÇÃO

No presente artigo, procurou-se ter sempre em vista a categorização da obra Quarup como um romance de realismo crítico, com claras manifestações de didatismo. O atual realismo crítico não segue os princípios de forma e conteúdo do realismo do século XIX.  O peso das alegorias, das metáforas, das metonímias fazem-no deslizar para o que se tem chamado realismo fantástico. Esse seria “um espaço intermediário entre a mentira e o silêncio”.
Mesmo em Quarup, que quase poderia ser, numa enciclopédia, o(s) livro (s) dos anos 54 - 64, há no seu conjunto, uma visualização alegórica dos acontecimentos narrados.
O realismo crítico tem sido visto, por alguns teóricos como uma categoria menor, que tende a valer a análise estritamente formal do texto literário. Resta a seus defensores a lembrança de que essa querela não é nova, está na própria origem da palavra:  realismo = tomada de    posição favorável ao que é real;   real ? res (coisa possuída, motivo de litígio, correspondente ao termo jurídico atual, causa).
Encontram-se desde a Antigüidade Clássica, os gêneros literários rigidamente fixados:
 
                        ?- gênero épico ou
                        ?  narrativo
Gêneros em     ?- gênero lírico
Poesia              ?                                 ?- tragédia
                        ?- gênero dramático  ?- comédia
                                                           ?- farsa
Havia ainda, entre esses gêneros, uma certa hierarquia, constituindo a poesia épica, a tragédia, a oratória, os gêneros mais nobres.  Para os gêneros em posição última na escala (farsa, demais gêneros em prosa) nem chegaram os gregos a atribuir musa protetora.
Num dos gêneros mais nobres portanto, a epopéia, aprecia-se desde sempre, a narrativa dos acontecimentos envolvendo um herói.
Na epopéia monta-se também um painel histórico-geográfico, um cenário grandioso. “Um épico é um poema incluindo história”i
Essa divisão dos gêneros literários manteve-se, quando se popularizou o gênero narrativo em forma de Romance.
“O romance foi a forma literária específica da era burguesa.  No seu início está a experiência do mundo desencantado de Dom Quixote, e o domínio artístico da mera existência continuou sendo seu elemento...
Narrar algo significa na verdade, ter algo especial a dizer, e justamente isso é impedido pelo mundo administrado, pela estandardização e pela mesmidade.  Antes de qualquer mensagem do conteúdo ideológico, já é ideológica a própria pretensão do narrador...
Desde sempre... (o romance) teve como verdadeiro objeto o conflito entre os homens vivos e as relações petrificadas.  A própria alienação se torna para ele, nesse lance, um meio estético... se o romance quer permanecer fiel à sua herança realista, então ele tem que renunciar a um realismo que, na medida em que reproduz a fachada, só serve para ajudá-la na sua tarefa de enganar”.ii

2. DESENVOLVIMENTO

Como estágio atual da narrativa épica, o romance Quarup conserva dessa, muitos de seus primitivos traços.  É ideológico, como afirma Adorno ser ideológico qualquer romance, mais que especificamente por seu conteúdo.  É também objetivo, sendo a objectualidade o grande requisito da epopéia.  “O narrador abre uma cortina:  o leitor deve participar de coisas acontecidas, como se estivesse de corpo presente” (3).
O narrador, em Quarup, respeita a posição au-dehors da epopéia, como a câmara cinematográfica.  Os comentários aos fatos ficam por conta dos próprios personagens, o narrador não pesa no fio narrativo, o leitor se sente dentro de cena.  Esses comentários, essas reflexões das personagens são cheios de humor cáustico. Às personagens falta o ufanismo, não falta nacionalismo, mas é um nacionalismo crítico, prefere em lugar da exaltação leviana, aquela “confiança no futuro que não pode ser pior que o passado” como já disse em 1928, Paulo Prado em seu Retrato do Brasil.  Os sentimentos e as situações recebem na maioria das vezes, tratamento parodístico. “É que toda arte moderna tende a brincar com seus temas - mesmo e sobretudo quando os leva terrivelmente a sério” (4).
Quando no início da narrativa, Nando deseja boa viagem a Francisca, o tom sacerdotal soa a nós, leitores, como a ela própria inopinado (sic).
“As narrativas modernas se assemelham a epopéias negativas; (não são obras de salvação ou redenção - parênteses nossos) são testemunhas de um estado de coisas em que o indivíduo liquida a si mesmo e se encontra com o pré-individual” (5).  Esse encontro, em Quarup é claro no 7o capítulo, como veremos a seguir.
Embora Quarup seja verdadeiramente a história de Nando, uma vez que não há nenhuma cena sem Nando, não é escrito na 1a pessoa.
O uso da 1a pessoa iria ferir o princípio da objectualidade, do distanciamento.  Em obras que valorizam o contar uma história, quando se usa o recurso da 1a pessoa essa é uma personagem secundária, como em o Morro dos Ventos Uivantes, (o narrador atrás de outro narrador) e O Nome da Rosa (o autor/narrador, se apresenta na introdução ocupando o 4o nível da narração).  Esse distanciamento é explicitado no próprio Quarup: “Estranhas coisas surgiram como um rolo de cinema diante da gente, só que um cinema em que somos espectador e tela e somos ainda uma 3a pessoa que gostaria de intervir em tela e espectador e às vezes há, não inteiramente confundido, um sofrimento dos três, principalmente da tela” (6).
A obra está montada em sete capítulos:
1o- O Ossuário - Recife, 1954
2o- O Éter - Rio, 1954 - o capítulo mais curto
3o- A maçã - Xingu, 1954
4o- A Orquídea - Xingu, 1961
5o- A Palavra - Recife, 1964
6o- A Praia - Recife,1964 - abril a agosto
7o- O Mundo de Francisca - Recife - (Quarup foi escrito em 1965 e 1966).

Os títulos dos capítulos são bastante indicativos.  O Ossuário aponta elementos mortos, petrificados, intransformáveis.  Esse capítulo mostra Nando, padre de um convento onde há mais dois padres jovens:  André e Hosana.  Desses nomes podemos também extrair indicações.  André (homem), místico, à beira da loucura com preocupações metafísicas.  Hosana (viva, salve), sensual, rebelde, vai terminar por matar o superior do convento (viva, que bom), abrindo opções inesperadas para si mesmo e para Nando. No final do 1o capítulo, Nando, após ter um, até então terrivelmente evitado, contato sexual, adoece gravemente.  Ao se restabelecer concorda, de súbito, em ir ao Xingu fundar uma prelazia, tornando-se a doença um período de tomada de consciência.
O 2o capítulo apresenta uma retrospectiva, a mais longa e uma das poucas em toda a obra, linear como convém a um épico.  Começa com Nando se embriagando de éter; a seguir conta-se como Nando entrou em contato com pessoas que o botaram em contato com o éter.  Em 1954 “a pátria está de porre”.
O 3o capítulo remete a associações cosmogônicas, edênicas para o que havia antes do princípio.  Durante esse episódio Nando convive com índios e indigenistas, a questão do índio é colocada cruamente.  Prepara-se uma grande festa, o Quarup, homenagem aos antepassados, com antropofagia simbólica, a fim de incorpora-los e as suas virtudes.  Essa festa não chega a se realizar, pelo menos diante dos leitores, pois, com o suicídio de Getúlio Vargas, desfaz-se a infra-estrutura do posto indigenista.  No final do 3o capítulo há um longuíssimo parágrafo, precipitado de palavras para acontecimentos que se precipitam.
Do 3o para o 4o capítulo há um salto no tempo.  A Orquídea, palavra carregada de sexualidade, até, mesmo de fertilidade, traz Nando e Francisca vivendo um encontro no Xingu.  No início do capítulo e narrativa se acelera, com pequenos flashes de retrospectiva.  A seguir, narra-se a expedição até o Centro Geográfico.  Com o macabro encontro de uma tribo que está a morrer de sarampo, somam-se e até amalgamam-se brancos, índios e elementos da natureza.  O capítulo termina com a morte de Francisca no centro do Brasil (um formigueiro) e no colo de Francisca (como se estivesse nascido dela), enquanto em Brasília, Jânio Quadros renuncia.
No 5o capítulo, Nando volta a Recife, participa do plano de alfabetização de adultos pelo método Paulo Freire (A Palavra).  Há o golpe de 1964, Nando é preso, torturado, por sua tentativa de manter o governador Arraes, e, seguir, posto em liberdade.  Essas mudanças bruscas na vida de Nando ele mesmo as explica “Eu me converto a tudo que exija fervor”, são mudanças de profissão, sem mudar o verdadeiro papel, que é o de fervoroso.
Quarup atende aos requisitos da história de herói.
“Na grande maioria dos casos, o tema central da poesia, da literatura, é a luta, isto é, a tarefa que o herói precisa cumprir, as provocações por que ele tem que passar, os obstáculos que ele precisa transpor.  Já é suficientemente esclarecedor o uso da palavra herói para designar a personagem principal.  A tarefa será extraordinariamente difícil, aparentemente impossível.  Em geral, ela é empreendida em conseqüência de um desafio, de uma promessa ou de um capricho da pessoa amada.  Todos esses temas nos conduzem...  ao jogo agonístico...  Seja no mito ou na lírica, no drama ou na epopéia, nas lendas de um passado remoto ou num romance moderno, a finalidade do escritor, consciente ou inconsciente, é criar uma tensão que encante o leitor e o mantenha enfeitiçado.  Subjacente a toda escritura criadora está sempre alguma situação humana ou emocional suficientemente intensa para transmitir aos outros essa tensão...  em termos gerais pode-se dizer que essas situações surgem do conflito ou do amor ou da conjunção de ambos”.  (7)
O herói presente a todas as cenas em  Quarup  é Nando.  Há, entretanto, os vazios deixados por Levindo, vazios por onde circula Nando. Levindo (levedo = o fermento da massa) morre no início da narrativa e permanece dirigindo os destinos, traçando os passos, principalmente de Nando.
No 6o capítulo aparece Nando dedicado a “deslembrar, descriar, deseducar”.  Reparte-se, doa-se ao maior número de pessoas possível, buscando uma junção com o Outro, o que lhe inspira o jantar de homenagem aos dez anos de morte de Levindo.  Há uma longuíssima descrição de vitualhas, uma ária de grande simbolismo.  Uma outra ária nesses moldes já havia aparecido no 2o capítulo, onde Ramiro Castanho quase narra a história da civilização brasileira através da farmacopéia.  Nando reúne os amigos para um jantar por Levindo, desafiando as forças da repressão.  O jantar, como festa de Quarup, não acontece afinal.  E é mais um capítulo que termina com Nando em péssimas condições físicas.
“O 7o capítulo foi escrito depois do último” (8).  O final é apoteótico, cinematográfico, com Nando adotando o nome de Levindo, após ter andado por suas lacunas, durante quase toda a narrativa.  “A catarse, uma das categorias mais centrais da arte, é propriamente uma categoria ética” (9).  Cumpre-se assim a missão do herói, lê-se a sua história e a de sua coletividade.  “A arte cumpre também enquanto consciência e memória que é da história humana, a função, de elevar a particularidade individual ao genericamente humano” (10).
“A representação em forma humana de coisas incorpóreas ou inanimadas é a essência de toda formação mítica e de quase toda a poesia... Mas... o que se passa não é primeiro a concepção de alguma coisa como destituída de vida e de corpo e depois sua expressão como algo que possui um corpo partes e paixões.  Não:  a coisa percebida é antes de mais nada concebida como dotada de vida e de movimento e é essa sua expressão primária que portanto não é produto de uma reflexão.  Nesse sentido a personificação surge a partir do momento em que alguém sente a necessidade de comunicar aos outros suas percepções “.(11)
Quarup pertence ao movimento tropicalista.  O tema dos romances e filmes políticos do período é, justamente, a conversão do  intelectual à militância - além de Quarup:  Pessach, a travessia - C.E.Cony; Terra em transe e Deus e o diabo na terra do sol - Glauber Rocha; Os Fuzis - Rui Guerra; Vidas secas - Nelson Pereira dos Santos.
A Tropicália coincide com a pop-arte, no tempo e no seu efeito pontilhista, picadinho, verdadeiro trabalho de recorte e colagem, com intenções de compor um mural de “reservas de imagens e emoções próprias ao país patriarcal rural e urbano” (12).
“Para apreciá-la é preciso familiaridade com a moda (diante do disparate aparentemente surrealista);  no método de alfabetização Paulo Freire estão presentes o arcaísmo da consciência rural e a reflexão especializada de um educador” (13).
O insólito nessa combinação disparatada é que o método realmente alfabetiza. Em Quarup temos flashes de aulas pelo método Paulo Freire.  Um dessas lições, fora do contexto, poderia ser recebida como um pequeno poema concreto.
Cla                                                  clu
classe-clamor                            clube
cle                                                 .......
clemência                              eu remo
cli                                         eu clamo
clima                                eu reclamo
Quarup, manifestação da Tropicália, quer mostrar, quer ensinar, com melancolia e humor.  A mencionada necessidade de se familiarizar é apresentada por Caetano Veloso em Baby.  Nessa mesma época, esse autor canta ainda:  a necessidade de absorver muitas informações em Alegria, Alegria; os contrastes típicos da pobreza brasileira em Tropicália; a latino americanidade (rara no Brasil) em Soy Loco Por Ti América.
Todas essas obras compõe a alegoria tropicalista onde coexistem o antigo e o novo.  Não podemos dizer que o movimento tropicalista está encerrado.  Há pouco tivemos dele uma manifestação em Roque Santeiro.  “A imagem tropicalista encerra o passado na forma de males ativos ou ressuscitáveis e sugere que são nosso destino, razão pela qual não cansamos de olhá-la... mesmo quando a imagem é cômica... Os elementos de uma alegoria... são como escolhos da história real que é a sua profundidade... Daí o caráter de inventário que têm filmes, peças e canções tropicalistas que apresentam quanta matéria possam” (14).
Nesse trabalho de arrolamento de imagens a Tropicália inclui peças como: O Rei da Vela (Oswald de Andrade); Eles não usam Black-tie (G. Guarnieri).  E também os filmes; Além dos já citados:  Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade); Os Herdeiros (Cacá Dieques).  Macunaíma e O Rei da Vela foram retomados pela Tropicália para contemplação dos “males ativos ou ressuscitáveis”.
O povo brasileiro e a ditadura pró-imperialista estão em cena para gerar indignação.  A situação tenta, por outro lado, fabricar não só um futuro, mas também um novo passado, reescrever a história para tomar ideologicamente ativas suas posições.
Quarup tem esse caráter de inventário, de imenso mural que abrange de Recife ao Rio, do Rio Xingu, de padres e burocratas, a índios, prostitutas, camponeses, guerrilheiros.  Há uma colagem de vários instantâneos da vida nacional:
- a religiosidade - presente todo o tempo, cristã ou indígena.
- o empreguismo, as mordomias, o nepotismo.
- a situação do índio, tratada de forma diversa do que sempre se faz na Literatura brasileira, com denúncia de catequese.
- o nordeste das propriedades rurais, seus preconceitos, seu machismo, as milícias particulares, embora não se possa chamá-la romance regionalista.
- os acontecimentos políticos de 1954 e 1964.
Para compor esse painel a obra só poderia ser vasta, fiel a sua linhagem épica.  O número de personagens nomeadas excede a cinqüenta.  Não falta mesmo uma homenagem ao Parnasianismo:  “raiava sangüínea e fresca a madrugada” (15).
Há, ainda, objetos que marcam presença por toda a obra:  pilares (pilares para o Quarup, pilar no centro geográfico, estandarte em homenagem a Levindo); azulejos (Francisca copia azulejos no mosteiro; fabricam-se azulejos com o nome de Levindo, guardando a terra do centro geográfico, destruídos e substituídos pelo golpe de 1964, enquanto padre Hosana termina seus dias cultivando verduras, ao redor da entrada do túnel de azulejos tidos como sacrílegos).
O discurso é realista, fiel às personagens. No início da narrativa, 1954, aparecem, gírias de época: lesco-lesco, calma no Brasil, será o Benedito, etc.
O épico Quarup trata de odisséia de Nando-Levindo, sua viagem pela região, pelo país, pelo amor, pela causa dos índios, pela política, enfim buscando integração, o engajamento total, a paz através da guerra.
“Como qualquer homem sou uma tensão entre o bem e o mal.”(16).
3. CONCLUSÃO

Em Quarup temos presente todo o tempo a tensão entre as aspirações individuais e a realidade externa, o meio circundante que, por vezes ajuda, por vezes impede e acaba por transformar as ditas aspirações individuais. É uma obra com traços romanescos, traços de irônico, até amargo, realismo. No decorrer da obra entrechocam-se vários discursos. Desse entrechoque resulta que os discursos se complementam, por vezes se superpõem, no seu papel de traçar os limites e dar as indicações para Nando e sua trajetória.
É uma obra alegórica, mas a alegoria tem uma finalidade não de mascarar, mas de realçar o imanente, o histórico. Ao chamar Francisca de o centro de Francisca, ao mesmo tempo em que assume o nome de Levindo, Nando atinge o que sempre desejou, a total fusão com seus ideais, o completo engajamento.

4. RECAPITULAÇÕES SUMÁRIAS
4.1 RESUMO

O romance centrado no herói, como atualização da epopéia clássica; Quarup uma viagem do herói; passando por um discurso de valorização do corpo, pela inversão das relações índio e não índio, ao encontro da harmonia homem-homem e homem-terra.
4.2 ABSTRACT

The novel focused on the hero, as a modernization of the classic epic; Quarup, a journey of the hero, through a speech of the body’s worth, by the inversion of the relationship indian and non-indian, searching the harmony man-man and man-earth.
5. BIBLIOGRAFIA

ADORNO, T.W. “A posição do narrador no romance contemporâneo”. In: Benjamin, Habernas, Horkeimar, Adorno. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (Col. Os Pensadores).
AVILLA, Henrique Manuel. E o verbo se faz carne:  uma introdução à teoria do realismo crítico e sua aplicação à leitura do romance Quarup de Antonio Callado. Rio de Janeiro: 1983. Dissertação de Mestrado em Teoria Literária apresentada à Faculdade de Letras da UFRJ.
CALLADO, Antonio.Quarup. 8 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
CAMPOS, Haroldo. A operação do texto. São Paulo: Perspectiva, 1976
HELLER, Agnes. O quotidiano e a história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 1980.
MERQUIOR, José Guilherme. “A estética do modernismo, do ponto de vista da história da cultura”. In:  Formalismo e tradição moderna. Rio de Janeiro: Forense/EDUSP, 1974.
SCHWARZ, Roberto. “Cultura e política”. In O pai da família e outros estudos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
VELOSO, Caetano. Seleção de textos, notas, estudos biográficos, histórico e críticos por Paulo Franchetti e Alcyr Pecora. São Paulo: Abril Educação, 1981.
6. NOTAS

i.  Campos, H.,(1976), p.19
ii.  Adorno, T. W., (1983), p.19
iii. Op. cit.,  p. 270
iv.  Merquior, J.G., (1974), p. 82
v.  Adorno, T.W., (1983), p. 272
vi.  Callado, A., (1977) p. 93.
vii.  Huizinga, J., (1980), p. 148.
viii.  Schwarz, R., (1978), p.7.
ix.  Heller, A., (1972), p.6.
x. Id. ibidem.
xi.  Huizinga, J., (1980), p.151.
xii.  Schwarz, R., (1978), p.74.
xiii. Op. cit.,  p.75-76 - (os parênteses são nossos).
xiv.  Op. cit., p. 78.
xv.  Callado, A., (1977), p.68.
xvi. Op. cit., p. 382.

Obs.: Algumas citações não identificadas são da obra em estudo.