RUMOS DA GRAMATICALIZAÇÃO
NO PORTUGUÊS ORAL DO BRASIL

Vanda de Oliveira Bittencourt (PUC-MINAS)

 

Abordada à luz de uma concepção mais imanentista, que considera a linguagem  um sistema autônomo, definido por relações exclusivamente lingüísticas, isto é,  internas, a gramaticalização tem sido vista como um fenômeno de caráter “eminentemente diacrônico, que consiste no enfraquecimento ou na perda da significação léxica de um vocábulo nocional que, com isto, se integra no sistema estrutural da língua”, ou, em outros termos, como a “transformação de um elemento de significação externa (palavra autônoma) em um elemento de significação interna ( palavra-forma), no seu quadro morfológico”, segundo Gonçalves (1987:11). Assim a entenderam e a abordaram autores do porte de Meillet (1912/1948), introdutor do termo, Vendryès (1968), Vossler (1968), Câmara Jr. (1959) e muitos outros.
Buscando compreender e descrever sua atuação nas línguas, os estudiosos sempre adotaram a postura analítica de partir do termo nocional-fonte e articulá-lo  à forma de chegada, ou seja, à forma gramaticalizada resultante, apontando o desgaste do uso como a causa primordial do processo. Assim procedendo, ofereceram inegáveis contribuições não só no sentido do desvelamento da questão, como, sobretudo, no de despertar a curiosidade em torno do modo como se processa o fenômeno, além de deflagrar reflexões e reorientações a propósito da classificação das palavras, da fluidez das fronteiras entre determinadas classes  e dos próprios papéis assumidos pelos termos-morfema emergentes.
Considerando a língua uma atividade histórica e sócio-cultural, que se constrói no jogo interacional dos interlocutores, num determinado contexto situacional, proponho-me aqui, numa  linha aproximada à de autores como Heine & Reh (1984), Heine, Claudi & Hünnemeyer (1991), Hopper & Traugott (1993), Votre e Cezario (1996), Neves (1997), dentre muitos, proceder à  leitura de ocorrências de gramaticalização no português oral do Brasil, sob uma perspectiva sincrônica, de cunho mais integralista. Em face da diversificação semântica e funcional que o termo/expressão tipo (assim), vem assumindo no discurso de nossos adolescentes, privilegio aqui o seu estudo, buscando averiguar o grau e a qualidade da sua deslexicalização nos planos intra- e inter-sentencial, estendendo-me às esferas discursivo-textual e conversacional, o que nos remete a um processo conectado com da gramaticalização, que é o da discursivização.
Nas mesmas trilhas da Sociolingüística, que opera com o conceito de mudança em progresso, ou seja, de uma diacronia no tempo aparente, distinta da diacronia no tempo real, volto a minha atenção para o estágio atual do português, em sua modalidade oral coloquial, buscando depreender rumos de reanálise de vocábulos nocionais em não-nocionais. Com isso, comungo da mesma idéia de Neves (1997: 129), segundo a qual a gramaticalização se configura como um processo dinâmico e histórico na sua essência, mas passível de uma interpretação sincrônica.
De certo modo, essa leitura tem sido feita amadoristicamente entre nós por articulistas ou colaboradores de jornais e revistas de maior ou menor circulação nacional, que, mais ou menos engajados nos estudos e no ensino do Português, costumam avaliar negativamente os “desvios” semânticos e funcionais de termos e expressões como agora, a nível de, inclusive, com certeza, posto que, de repente, onde/aonde, ao lado de outros auto-semânticos como penalizar, resgatar, praticar (preços), carismático, lisonjeado, exitoso, arranjo, evento, esquema, etc., coligidos do nosso falar cotidiano. Ilustram esses usos execrados pela mídia os seguintes  dados:

  (1) Loc. 1:  essa tal de DÊI::xis só serve pra enchê a cabeça da GENte...
Loc. 2:  incluSI::ve ela me fez desaprendê o poco que eu sabia de aNÁfora...
(2) Loc. 1: a CLÁU::dia RAI::a é um AS::co...
Loc. 2: a nível de DANça ela  é BO::a ...
(3) Loc. 1:  eu tô quereno vê o tal coral de cem vozes infantis... e oCÊ?
Loc. 2:  de repente a gente pudia é vê o MILton no dia doze...
(4) Loc. 1:  agora eu tô com um cara SU::perGEN:te...só que DU::ro de fazê 
Loc.2: Onde eu prefiro ficá sozinha que com home pobre...

Tomando-os como verdadeiros acintes à norma culta, esses profissionais acabam identificando os seus implementadores, denunciando o grupo jovem como o principal responsável por tamanhos “desmandos” lingüísticos e atribuindo-lhes rótulos como: “geração sem palavras”, “geração oca”, ou  “recriadores inabilidosos”.
Todavia um exame mais acurado de ocorrências como essas nos leva ao reconhecimento de que estamos, muitas vezes, em face de um processo de alteração que consubstancia um distanciamento semântico, fônico e morfossintático de alguns desses termos e expressões, relativamente ao seu item lexical-fonte, em direção a novas funções não só de caráter gramatical como discursivo e conversacional. Assim é que, no primeiro exemplo acima, o elemento inclusive, além de instanciar ocupação de turno, indica uma atitude de confirmação e apoio do segundo locutor em relação ao desabafo expresso pelo primeiro, configurando-se, pois, como marcador conversacional. Por seu lado, no segundo caso, a locução a nível de, também marcadora de tomada de turno, serve como introdutora de uma posição discordante do Locutor 2  ao enunciado de seu parceiro. No terceiro exemplo, a locução  de repente, descolorida de qualquer acepção temporal, marca  a mesma ocupação de turno, paralelamente a uma divergência do Locutor 2 em face da sugestão feita pelo seu interlocutor. Finalmente, em (4), registramos o uso do relativo locativo onde como estratégia de tomada de turno e como operador argumentativo, a indicar uma contraposição do Locutor 2 ao Locutor 1. Componentes do bloco das palavras-forma, esses elementos revelam, nesses contextos, uma expansão de sua atuação para além dos limites intra- e inter-sentenciais, numa invasão aos territórios do discurso e da conversação.
Esse é também um dos rumos que vem sendo tomado pelo termo/expressão tipo (assim), na fala coloquial de nossos adolescentes, de onde se vem estendendo à linguagem adulta e até mesmo à escrita. Voltando-me, especificamente, para o seu estudo, tomo, como corpus representativo, um conjunto de dados que venho, já há algum tempo, coletando, impressionisticamente ou por intermédio de gravações, de conversas entre adolescentes, entre adolescentes e jovens ou adultos, além de entrevistas televisivas. Assumindo, como Heine, Claudi e Hünnemeyer (1991:2) que a “grammaticalization can be described alternatively as a diachronic or synchronic phenomenon”, empreendo tal estudo, partindo da palavra-nocional (ou auto-semântica) originária e perseguindo as novas direções semântico-funcionais tomadas por esse elemento, em conseqüência dos modos de interação vivenciados pelos seus actantes, falante e ouvinte. Sua transcrição é feita nos moldes do Projeto NURC ( cf. Castilho e Pretti, 1987:9-10), em que: a) as maiúsculas indicam entoação enfática; b) ::,  alongamento silábico: c) ... ,  qualquer tipo de pausa; d) -,  silabação; e) “”,  reprodução de discurso direto; f) ?, interrogação; g) [ , superposição de vozes.
Começando pelo item lexical fonte, vemos, com Nascentes (1966:732), que o nome substantivo tipo origina-se do grego typos, chegando até nós, por via erudita, com o significado de ‘cunho, molde, sinal deixado por forte impressão’. Empregado em campos científicos variados, no Novo dicionário Aurélio (1986: 1679), ele é registrado como portador das seguintes acepções: ‘aquilo que inspira fé como modelo’, ‘coisa que reúne em si os caracteres distintivos de uma classe’, ‘exemplar’, ‘modelo’, além de ‘pessoa esquisita, excêntrica’, de uso mais familiar.Circunscrito, pelo que se pode perceber, ao campo semântico de modalidade, esse item léxico vem se desprendendo de seu estatuto nominal primitivo e, num processo de deslexicalização em curso (cognominado, pejorativamente, pela mídia como “modismo”), assumindo traços gramaticais e pragmáticos, provavelmente por contaminação com o advérbio de modo assim, ao qual passou a se agregar. Como os diferentes passos dessa trajetória coexistem em nossa língua, é possível inferir a fase de transição, em que o elemento tipo, ainda que coligado ao referido advérbio, mantém ainda resguardada sua autonomia de substantivo, aparecendo como núcleo de sintagma nominal, passível, pois, de determinação/ modificação, conforme ilustrado abaixo:

  (5) a- eu sou um tipo de pessoa assim ... mais reserVAda...
 b- Ronaldinho é aquele TIpo de jogador assim que tá SEMpre surpreendeno a gente...

Exibindo os dois constituintes da locução (tipo e assim) em adjacência, ou não, essas estruturas estariam corroborando a existência de um continuum, que desde Meillet (1912/1948), tem sido considerado uma das características intrínsecas ao processo de gramaticalização. A etapa seguinte se desenvolve no sentido de uma conjunção fônica e condensação semântico-funcional desses dois figurantes, que passam a formar uma unidade maior, carreadora, muitas vezes, do traço de modalidade, segundo nos comprovam dados como os de abaixo:

  (6) a-  eu mandei ele fazê uma lista de palavras... tipo essas asssim que o pessoal  da informática tá usano...
 b- no ônibus cê tem aqueles paninho tipo assim lenCInho... pra cabeça dos viajantes...

Agindo na esfera intra- ou inter-sentencial, esse neologismo composicional consubstancia um processo de gramaticalização, extrapolando, não raras vezes, um papel de índice modal ou especificador. No interior da oração, por exemplo, ele atua como uma espécie de  marcador/delimitador mais ou menos vago de tempo, lugar, número, etc., ou de uma  listagem subseqüente, conforme nos demonstram os seguintes dados:

  (7) eu tô pensano chegá LÁ... tipo assim DEZ horas...
(8) cê me LEva e fica me esperano tipo assim do lado de fora...
(9) se é pra comPRÁ::... vão comprá de uma vez tipo assim DEZ caixa...
(10) é bom encomendá tipo assim ... pasTEL:: ... coXI::nha ... emPA::da ... essas coisa...

No nível inter- oracional, a nova locução exerce o papel sintático de conjunções e expressa muitas das relações semânticas veiculadas por aquelas. Testemunham-nos isso dados como os de abaixo, em que tipo assim ( e, às vezes, tipo sem assim), traduz uma explicação, causalidade e finalidade, respectivamente:

  (11) minha professora de matemática é HO::mem...tipo assim... ela é   trunCUda...
(12) meu pai num sabe o que fazê com o Zé Ernesto... tipo assim... [=porque] ele é cuNHAdo dele...
(13) o sujeito tinha uma mercedes e vendeu ela tipo assim comprá um fusca...

Nesses dois tipos de contexto, intra- e inter-oracional, vamos encontrar, conforme já aludido, alguns enunciados em que o item tipo aparece desacompanhado do seu parceiro assim, o que nos revela o vigor do nível de condensação semântica em progresso entre os dois termos. Exemplificam-nos isso os seguintes dados:

  (14) elas são HOR::roRO::sas... tipo as filha de Zé DUtra... tipo canhões de NavaROne...
(15) a gente num pode esmorecê... tipo deixá tudo pra lá... 

Outro espaço invadido pela dupla aqui em apreço é o discursivo-textual, além do conversacional. No tocante ao primeiro, chame-se a atenção para o alto índice de utilização de tipo (assim) como estratégia de remissão a discurso reportado ( ou discurso direto), dito “debreagem de segundo grau” na nomenclatura da Lingüística da Enunciação, Como exemplo, veja-se o seguinte conjunto de dados: 

(16) a- a turma que tava joGA::no meio que me olhou tipo assim... “é uma paTO::na !...”
b- BiDU só olha tipo assim... “o OSso é meu” ...
c- no Fiorentina... o show foi de Edmundo... ele empatou a partida tipo “Luxemburgo ... num esqueça de mim”...

Expressão dicendi na mesma linha de verbos como dizer, falar, explicar, etc., a locução tipo assim, ou apenas o constituinte tipo, colabora, nesse contexto, para o fluxo discursivo-textual, ao mesmo tempo em que encaixa uma atividade enunciativa no interior da que é empreendida pelos actantes falante - ouvinte.
Outro papel registrado é o de sustentador ou de rompedor do tópico (ou subtópico) discursivo-textual. Nos enunciados que se seguem, temos, respectivamente, a ilustração dessas duas possibilidades:

  (17) Loc. 1:  pra mim esse governo num tá com NAda.... basta olhá o mundo de SEM que nós temos... é sem TERra... sem TEto... sem  diNHERO... sem PERna... sem coRAgem...
Loc. 2:  tipo assim num tá nem aí pro social...
(18) Loc. 1:  CA::ra... cê num faz iDÉIa do filme que passaram ontem na tevê...
Loc. 2:  tipo assim... onDÉ que cê arranja SAco pra vê televisão?

No âmbito conversacional, encontramos essa mesma locução empregada como  estratégia de gestão de turno, servindo para indicar a sustentação da fala pelo locutor,  a substituição de falante, a sobreposição de vozes, hesitação, resumo, ratificação, auto- e hetero- correção,  etc. Nos excertos abaixo, temos casos de marcação de assalto ao turno e de sobreposição ao turno do outro:

  (19) Loc. 1:  pelo que tô VE::no esse tal pastô tá
Loc. 2: [ tipo assim fanatiZA::no o
PO::vo...
(20) Loc. 1:  essa eu num coNHE::ço... nunca vi mais GORda...
Loc. 2: [ tipo é uma incógnita procê...  

Já nos dados a seguir, esse mesmo par  serve para codificar um sentimento de hesitação por parte de um dos interlocutores:

(21) a- eu A::cho... tipo assim... que ele devia...tipo assim... procurá engenhaRIa ... tipo carrera de eXAtas... tá entenDE::no?
isso pra MIM:: tipo assim... é um caso tipo assim de esquizofrenia...
Como ilustração de autocorreção e de heterocorreção, citem-se, aqui, as seguintes ocorrências:
(22) eu num tô dizeno que meu pai é ruIM::...tipo assim...ele é bom... tipo assim... só que num me enTEN::de... 
(23) Loc. 1: eu gostava de vê Sai de BAI::xo... mas parei...o Tom  Cavalcante NUM:: me DES::ce...
Loc. 2: tipo assim eu acho ele o maió ba-RA::-to ... SÔ!... o melhó CÔmico que nós temos...

Cumpre frisar que esses papéis aqui apontados normalmente se acoplam, cumulativamente, a outros como os de ocupação ou assalto de turno pelo ouvinte, no momento em que se instaura como  locutor.
Num balanço geral da trajetória desse termo na nossa língua, constatamos que, independentemente da instalação definitiva ou não de seu novo estatuto, confirmam-se as observações de Heine & Reh (1984) a propósito dos níveis lingüísticos atingidos pela gramaticalização (discursivização). No caso em pauta, o processo que vem afetando o nome tipo incide sobre os três níveis indicados por aqueles autores, a saber: o funcional, o morfossintático e o fonético. No primeiro caso, registra-se o distanciamento semântico do termo em relação ao item lexical-fonte e a assunção de papéis de caráter gramatical e discursivo-conversacional; no segundo, presenciamos uma coalescência composicional com o advérbio assim, de tal forma que o ex-substantivo pode chegar a figurar sozinho em lugar de toda a locução; finalmente,no terceiro, assistimos a uma fusão desse elemento com o seu parceiro adverbial, com o qual passa a formar um mesmo grupo de força. Uma evidência empírica dessa deslexicalização em curso do vocábulo em apreço é a impossibilidade de sua co-ocorrência com determinante ou modificador, que é o que se dá quando ele figura como núcleo (substantivo) de um SN, conforme referido anteriormente. Atesta-nos isso a agramaticalidade de sentenças como as de abaixo:

(24) a- * Ele vive o tipo assim muito sozinho.
b-* Você não falou que ia chegar o tipo seis horas?
c-* Ele me convidou o tipo: “Estou convidando por convidar.”
Outra conclusão a que se chega tem a ver com a direcionalidade do fenômeno. De acordo com  Hopper & Traugott (1993:7), a gramaticalização se processa gradual e unidirecionalmente na seguinte ordem escalar:
item de significado pleno > palavra gramatical > clítico > afixo flexional.
No caso aqui em estudo ( a ser investigado mais acuradamente), o quadro obtido, mesmo que parcial e lacunarmente, nos permite traçar o seguinte roteiro concernente à trajetória do termo tipo:
item lexical pleno ( nome substantivo) > marcador discursivo-conversacional/palavra gramatical > (clítico).
Frente a esse panorama de diversificação semântico-funcional em andamento entre nós, cumpre-nos repensar a velha polêmica em torno da qualificação da mudança como progresso ou retrocesso e, principalmente, o simplismo e impertinência da rotulação do  discurso jovem como “pobre” e “vazio”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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