LIÇÃO DOS EDITORES E INTÉRPRETES
DE TEXTOS ARCAICOS DA LÍNGUA PORTUGUESA[1]

José Pereira da Silva (UERJ)

 

A Filologia Portuguesa tem numerosas preocupações relativas às fases mais antigas do idioma e tenta esclarecer as dúvidas que ainda permanecem, editando e reeditando cientificamente os textos encontrados daquelas épocas, comentando-os e explicando-os.

A maior e mais constante preocupação dos filólogos em todos os tempos foi sempre a que os leva a preparar edições de textos raros e antigos para que os estudiosos atuais e futuros possam acreditar que estão lendo, de fato, o que os autores editados pretenderam escrever.

As formas de edição mais credenciadas desses textos, em geral, são as edições diplomáticas e as edições críticas, visto que uma edição mecânica reproduziria manuscritos de tão difícil leitura para os leitores comuns de hoje que se tornariam quase que absolutamente inúteis.   Isto,   sem contar que os seus originais, quase nunca poderão ser tocados, pois os séculos já os tornaram demasiadamente frágeis para o enfrentamento das máquinas.

As edições diplomáticas, quando se trata de manuscritos de difícil leitura, costumam ser a solução mais prática para a disponibilização desse material aos estudiosos e pesquisadores do assunto, mas não se pode esquecer que é a edição mecânica que mais diretamente esclarece algumas dúvidas relativas a formas divergentemente interpretadas, tanto na edição diplomática quanto na edição crítica.

As edições críticas, reconstituindo o texto e explicando as questões mais comuns, sendo mais ricas de informações e mais prestigiadas entre os estudiosos dos textos em geral, trazem a desconfiança que a edição mecânica não tem, porque a interferência do editor é maior nestas, naturalmente, do que naquela.   Mas é nelas (nas edições críticas) que se conseguem os elementos esclarecedores para a maior parte das questões lingüísticas e boa parte das questões ecdóticas.

O ideal, havendo financiamento disponível, seria uma edição múltipla, com a reprodução mecânica, seguida de uma leitura diplomática, lado a lado, e, posteriormente, uma edição crítica.   Pena que o custo é altíssimo e quase impossível de obter retorno comercial.

Não se pode tratar de grande número de edições importantes no curto espaço e no tempo disponível.   Por isto, e para não se perder esta oportunidade, relacionam-se, a seguir umas poucas delas para que os interessados possam verificar posteriormente, detendo-se o comunicador na análise de apenas três desses trabalhos, mais adiante:

Cancioneiro da Ajuda.   Edição crítica preparada por Carolina Michaëlis de Vasconcelos, em dois volumes.   Halle, 1904.   Edição diplomática por Henry H. Carter.   New York, 1941.

Cancioneiro da Vaticana.   Edição diplomática por Ernesto Monaci, com fac-símiles.   Halle, 1875.   Edição crítica por Teófilo Braga, precedida de um estudo crítico e histórico.   Lisboa, 1878.

Cancioneiro da Biblioteca Nacional.   Edição diplomática dos textos que não estão incluídos no da Vaticana, por Enrico Molteni.   Halle, 1880.  Edição crítico por Elza Paxeco e José Pedro Machado, publicado na Revista de Portugal 1947-64, com fac-símiles, transcrição, leitura e comentários, incluindo as cantigas dos cancioneiros da Ajuda e da Vaticana que se não encontram no da Biblioteca Nacional.   O 8º volume contém um glossário.   A sua leitura do manuscrito tem sido muito criticada.

Cantigas de Santa Maria de Afonso X.   Edição da Real Academia Española, 2 vols. Madrid, 1889. Edição de Walter Mettman, 3 vols.   Coimbra, 1959, 1961 e 1964.

Crónica Geral de Espanha de 1344.   Edição crítica de L. F. Lindley Cintra.   1º vol. em 1951, 2º em 1954 e 3º em 1961.   Saiu pela Academia Portuguesa de História, em Lisboa.

Demanda do Santo Graal. Edição crítica do Pe. Augusto Magne. Rio de Janeiro : Imprensa Nacional, a partir de 1944.   Edição preparada por Heitor Megale.   São Paulo: T. A. Queiroz : Edusp, 1988, 538 p. il.

Apresentam-se, abaixo, umas poucas considerações sobre a algumas edições de grande importância para os estudos medievais da língua portuguesa: Cantigas de Amigo, dos trovadores galego-portugueses, elaborada por José Joaquim Nunes; Demanda do Santo Graal e O Livro de Vita Christi em lingoagem português, pelo Pe. Augusto Magne.

 

 

CANTIGAS D'AMIGO

DOS TROVADORES GALEGO-PORTUGUESES

 

Como o tempo de uma comunicação é demasiadamente reduzido, não sendo possível apresentar um bom número de exemplos com os principais editores de documentos medievais de língua portuguesa, destaca-se aqui uma página de um dos mais conhecidos editores das cantigas dos trovadores galego-portugueses, o Prof. José Joaquim Nunes, para alguns comentários e considerações.

Eis o que ele diz sobre a realização de sua edição e interpretação das Cantigas d'Amigo:

 

  Dei o texto tal qual consta dos respectivos apógrafos ou melhor, como se me afigurou dever ler-se em ambos, cotejando cantiga por cantiga; quando havia entre êles divergência, preferi as lições que me pareceram melhores; só no caso de nenhuma satisfazer e haver evidente deturpação do primitivo original, por não terem os copistas decifrado êste, é que tomei a liberdade de me afastar dêle, já lendo-o como se me afigurou teria sido a primitiva lição, já acrescentando ou eliminando palavras que excediam a medida regular, colocando aquelas entre colchetes, mas dando sempre à parte as lições, constantes dos manuscritos.   Nestas alterações regulei-me algumas vezes pela rima, outras pelo paralelismo dos versos.   Na cantiga CCLVI, verso 23, indiquei por ' o valor duplo do o de ousar.   Por vezes os copistas deixaram de observar a conveniente ordem na transcrição das estrofes, escrevendo num só dois versos ou viceversa; na sua separação guiei-me igualmente pela rima e número de sílabas.   Ainda no caso de acrescentamento ou eliminação de palavras nem sempre procedi coerentemente, sobretudo depois que li o excelente livro de P. H. Ureña sobre La versificación irregular en la poesía castellana; devo contudo dizer que estou convencido de que a ametria só por excepção se encontra nos Cancioneiros trovadorescos.

Da ortografia é que me permiti afastar-me um pouco, no intento apenas de a tornar mais harmónica e regular, estribado, porém, nos próprios apógrafos, que aliás se me afiguram reproduzir não a da época em que primitivamente foram escritos, mas doutra posterior, talvez a usada no século XV.   Assim o h eliminei-o por completo, quer fosse inicial, quer interno, apenas o mantive e   ne ) hun, na incerteza se êste vocábulo soaria nenhum, como hoje, ou nem um, que se ouve ainda ao povo; quando tinha o valor de i, substitui-o por esta vogal;[2] em vez de y, i ou j e u, empreguei i ou j e u ou v, conforme estes sinais valiam de vogal (i, u) ou de consoante (j, v);[3] o n intervocálico raro o conservei, quando representante de ressonância nasal, e em vez dêle, servi-me do til, que é o sinal em tal caso usado;[4] dupliquei o s nas mesmas condições, sempre que tinha o valor de surdo, mas simplifiquei-o, se, inicial, tinha idêntico som;[5] quando absorvido pela consoante seguinte, geralmente l, indiquei-o ou por apóstrofe ou, como hoje se faz, por travessão; reduzi igualmente a simples qualquer consoante que por acaso apareça dobrada, quer no princípio, quer dentro de vocábulo, caso que, excluindo naturalmente o s e r, só se dá com o f.[6]   A cedilha, que hoje se sotopõe ao c, só quando, interno e antes de a, o ou u, tem o valor de sibilante, omiti-a nos casos em que a encontrei na mesma consoante, seguida de e ou i; o ditongo ascendente e tônico –io encontra-se grafado também –iu, como –us, a par de –os, isto é, de o final de palavra, seguido de s em posição átona (assim se diferençam as formas átonas das tónicas dos pronomes pessoais ou sejam, por exemplo, nus, vus e nos, vos); eu preferi em geral a escrita –iu e –os.   Os demais sinais gráficos mantive-os: assim os dois sons do g, isto é, o oclusivo e o sibilante, são representados: o 1º por gu, o 2º por g, antes de e ou i, ou por j;[7] o x parece ter tido valor idêntico ao do z e s final.[8]

Nas correcções feitas ao texto fui precedido por quantos dêle se tem ocupado, no todo ou em parte,[9] entre os quais sobreleva D. Carolina Michaëlis de Vasconcellos, a eruditíssima senhora que há pouco se finou, deixando no campo que tão brilhantemente cultivava uma vaga insubstituível e saüdade eterna no coração de todos os seus admiradores, no número dos quais, e dos que mais o são, me conto. Embora mais feliz do que êles, por ter tido à minha disposição, além da edição impressa do Códice da Vaticana, o manuscrito de Colocci-Brancuti, bem pode ter acontecido e de certo aconteceu que, não obstante a minha bôa vontade e esforços, eu, como alguns dêsses correctores, não tenha atingido a verdadeira interpretação em muitos passos; outros virão que, dotados de melhor visão e mais agudeza, corrijam o que de incorrecto me tenha escapado: obras do carácter desta só se aperfeiçoam e depuram com o concurso de muitos.[10]

 

DEMANDA DO SANTO GRAAL

 

Para não se restringir o trabalho à poesia dos trovadores, apresenta-se rapidamente um esboço do que foi a edição da Demanda do Santo Graal, levada a efeito pelo Pe. Augusto Magne, que resume as sua atividade de editor crítico e intérprete da famosa novela, em que "se contam as inúmeras aventuras, proezas e perfeitanças dos destemidos cavaleiros da Távola Redonda", que ele declara ser "um dos monumentos mais relevantes de nossa literatura medieval".[11]

No caso da edição da Demanda, o Pe. Magne vacilou por algum tempo, se o preferível seria uma edição diplomática ou uma primeira tentativa de edição crítica, decidindo-se, finalmente por esta.

E assim descreve o grande filólogo[12] o seu trabalho como editor dessa obra maravilhosa:

 

Ao retomarmos o trabalho dêstes beneméritos predecessores, achámo-nos numa encruzilhada.   Conviria dar uma edição diplomática, reprodução rigorosa do códice, ou serei preferível tentar um esboço de edição crítica?   No ponto de vista científico, era, sem dúvida alguma, a primeira alternativa muito mais acertada, porquanto, dêste modo, o próprio manuscrito, multiplicado em cópias, poderia ser directamente estudado pelos competentes.   Depois de madura reflexão, no entanto, optámos pelo segundo alvitre.   A isto nos levaram, entre outras, as seguintes ponderações, que sujeitamos aqui à apreciação benévola dos entendidos.

O códice de Viena apresenta uma redacção por vezes tão defeituosa, que muitos de seus episódios chegam, praticamente, a ser ilegíveis.   Reproduzi-lo tal e qual equivalia, pois, a restringir por demais o círculo de pessoas que teriam particular interêsse na publicação.   Consta-nos, além disto, que o Dr. José Piel, lente da Universidade de Coimbra, tomou à sua conta a edição diplomática da Demanda, cuja impressão, iniciada há vários anos, poderá ser concluída de um momento para outro.   Prefiro, portanto, não prejudicar-lhe o trabalho e dirigir-me a um círculo muito mais extenso – a todos os amigos da língua nacional – tentando um primeiro esbôço de edição crítica, em harmonia com as seguintes diretrizes.

Desfaço as siglas e as abreviaturas, adopto um sistema gráfico racional e coerente, abro alíneas, e, acima de tudo, acrescento, em grifo, os vocábulos, ou mesmo as cláusulas, que me pareceram indispensáveis para tornar o nosso texto compreensível.   O próprio tipo, diferente, afasta a possibilidade de se cometerem equívocos.   Para maior garantia de fidelidade ao texto, sempre que dêle me afasto reproduzo em nota, tal e qual, o respectivo lanço do manuscrito.   Destarte, ficam, até certo ponto, associadas as vantagens da reprodução diplomática e da edição crítica.

Minúcias de linguagem ou de grafia, reservo-as para o Glossário, que constitui o terceiro volume da presente edição do Graal, e para a Gramática, que formará o quarto e sairá com a possível brevidade.   Para êstes dois volumes espero desde já benévolo acolhimento, por constituírem um ensaio em que, pela primeira vez entre nós, se estuda com maior detença a fase medieval do idioma.[13]

 

 

O LIVRO DE VITA CHRISTI

Pelo mesmo editor da Demanda do Santo Graal, a Casa de Rui Barbosa fez publicar O livro de Vita Christi em lingoagem português, primeiro livro impresso em língua portuguesa, com fac-símile da primeira edição do documento nas páginas pares e a leitura crítica nas páginas ímpares.   No primeiro tomo, as anotações críticas, o glossário e observações várias são apresentadas em anexo, após a apresentação do texto.   No segundo tomo, a edição fac-similar é apresentada nas primeiras 194 páginas e a transcrição crítica, conferida com o códice de Alcobaça e o de Lorvão vem a seguir (terminando na página 418), por fim vêm os anexos, constituídos de anotações críticas, glossário, ementas gramaticais   e índices.

Os volumes III e IV seriam publicados apenas mecanicamente, na estrutura fac-similar apresentada nos dois primeiros, sem a leitura crítica, por causa da morte do seu iniciador.

Com o falecimento do Pe. Augusto Magne, o Prof. Evanildo Bechara ficou encarregado de dar prosseguimento aos estudos lexicais do documento, que constituiriam o V volume da obra, ficando por publicar os três volumes finais, prometidos pelo então diretor da Casa de Rui Barbosa.

A Comissão de Filologia da Casa de Rui Barbosa era constituída, na época, por Souza da Silveira, Antenor Nascentes, Augusto Magne, Augusto Meyer e Clóvis Monteiro (pertencentes à Academia Brasileira de Filologia) e Antônio dos Santos Jacinto Guedes.

Retomando os trabalhos de Augusto Magne, o Prof. Heitor Megale recomeçou este trabalho e já deve ter terminado de publicá-lo.   Não conheço o plano da edição, nem a conclusão dos trabalhos, cujo primeiro volume saiu com 538 p. il. em 1988, pela Editora da USP.   Como a edição de 1495 tinha 581 folhas ou 1162 páginas, há muito o que estudar nesse documento.

 

 

OUTRAS EDIÇÕES DE TEXTOS MEDIEVAIS PORTUGUESES

 

Mais recentemente, através da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, foi elaborado um plano editorial de extrema importância, para constituir a Coleção Oskar Nobiling, destinada à edição de textos medievais.   Esse plano é assim descrito pelo Prof. Leodegário A. de Azevedo Filho:[14]

 

O plano abrange a publicação dos seguintes volumes, de que apenas o segundo e o terceiro se encontram editados: 1. As cantigas de D. Joan Garcia d Guilhade, por Maximiano de Carvalho e Silva; 2. As cantigas de Pero Meogo, por Leodegário A. de Azevedo Filho; 3. As cantigas de Pero Mafaldo, por Segismundo Spina; 4. As cantigas de Pero Veer, por Sílvio Elia; 5. As cantigas de Martin de Guinzo, por Albino da Bem Veiga; 6. As cantigas de Pero Eanes Solaz, por Mário Camarinha da Silva; As cantigas de Martin de Caldas, por Jairo Dias de Carvalho; 8. As cantigas de Nuno Perez Sandeu, por Olmar Guterres da Silveira; 9. As cantigas de Ayras Engeytado, por Antônio José Chediak; 10. As cantigas de Alfonso Paez de Braga, por Hamilton Elia. A grande dificuldade para o lançamento de todos esses volumes é, infelizmente, a falta de subsídio financeiro por parte de órgãos oficiais .[15]

 

Essas poucas informações devem ser completadas com leituras atualizadas de análise das edições mais recentes.

No Brasil, ultimamente, não é grande o número dos que se dedicam à tarefa de edição de textos arcaicos.   Mas há em Portugal um grupo bem maior, que deve estar dando continuidade a esse trabalho, indispensável para os progressos dos estudos diacrônicos de nossa língua e para os estudos críticos de nossa literatura e de nossa história cultural e intelectual.

Muito obrigado por me ouvirem!...



[1] Este trabalho foi apresentado como comunicação oral no III Encontro Internacional de Estudos Medievais, no Instituto de Letras da UERJ, no dia 08 de julho de 1999, com o título de "Edição e exegese de textos arcaicos da língua portuguesa".
[2] Cf. hunha, huna, hir, hu ) u, hun, hu, ) hu ) a, hu, des hi, home, mho, mha, mh, sabhades, soberuha, a par de un, u ) a, unha, ir, u, des y ou i, ome, mi ou my (em geral mh usava-se antes de vogal, mi, mj ou my antes de consonate), etc.
[3] Cf. uy, assy, oyr, oyo, oy, auja, uyu, uyo, uyuo, enuyaria, enuya, lhy, soby, doy, dya, saydo, uyuede, aguysado, uelyda, seruyu, ay, mays, papagay, uay, trayçõ, ey, farey, treyde, deytou, sey, andarey, a par de achei, prito, dei, tolheito, coita, pois, moiro, etc.
[4] Cf. huna e hu ) a, bona e bõa, poner e poer, etc.   Embora raramente, aparece n com o valor de nh, como em pino (cantiga XIX), que também pode ler se pi ) o, e uma ou outra vez omitiu-se por descuido o til sôbre a vogal nasal, assim irmaa, adeuyhades.   Naturalmente troquei por n o mesmo sinal, sempre que, dentro ou no fim de vocábulo, êle indicava a nasalidade da vogal que o precedia.   Se nalguns casos, como louçana, avelanal, etc., deixei persistir o n intervocálico, foi por considerar castelhanismo tais palavras.
[5] Cf. uysem, asy, sse, etc. ao lado de uissem, assy, se, etc.
[6] Cf. ffe, ffiz, ffoy, deffendi, etc., mas também fe, defendi, etc.
[7] Cf. amigu'é, migu'é, digu'esto, ueg'y, pug'en, pugi ou puj'(antre) etc.
[8] Cf. fiz e fix, prazer e praxer, prix, quix (ao lado de pris, quis) etc.
[9] Cf. Por ordem cronológica conheço estes: Lord Stuart, Bellermann, Lopes de Moura, Varnhagen, Wolf, Monaci, T. Braga, Storck, Epiphanio Dias, H. Lang, Leite de Vasconcellos, Ayres de Sá; cf. D. Carolina Michaëlis de Vasconcellos, Canc. d'Ajuda, II, de pág 5 a 84, e depois d'êles O. Nobiling.
[10] NUNES, José Joaquim.   Cantigas d'Amigo dos trovadores galego-portugueses.   Edição crítica acompanhada de introdução, comentário, variantes, e glossário.   Lisboa : Centro do Livro Brasileiro, 1973, vol. II, p. XI-XVI.
[11] MAGNE, Augusto.   Prefácio.   In A demanda do Santo Graal. Rio de Janeiro : Imprensa Nacional, 1944, vol. I, p. 31.
[12] Primeiro ocupante da cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Filologia, da qual é patrono José de Anchieta, atualmente regida pelo grande filólogo e editor crítico, Maximiano de Carvalho e Silva.
[13] Idem ibidem, p. 32-33.
[14] AZEVEDO FILHO, Leodegário A. de.   Ensaios de Lingüística, Filologia e Ecdótica.   Rio de Janeiro : Sociedade Brasileira de Língua e Literatura; UERJ, 1998, p. 41.
[15] Registramos aqui o falecimento de quatro dos integrantes do projeto: Mário Camarinha da Silva,   Hamilton Elia,   Sílvio Elia e Olmar Guterres da Silveira.