EDITORIAL
O Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos apresenta-lhe o número 19 da Revista Philologus, com doze artigos e uma resenha, de autoria dos professores, filólogos e/ou lingüistas: Cristina Brito, Eduardo de Almeida Navarro, Emmanoel dos Santos, Jaciara Ornélia Nogueira de Oliveira, Janice Cravo Piccoli, José Pereira da Silva, Luíza Galvão Lessa, Maria Geraldo de Miranda, Maria Luci Mesquita Prestes, Nataniel dos Santos Gomes, Ruy Magalhães de Araujo e Salatiel Ferreira Rodrigues.
A Revista Philologus é um dos pouquíssimos periódicos especializados das áreas de Lingüística e Letras que se mantém por um período de seis anos ininterruptos, sem qualquer forma de patrocínio. Uma segunda edição dos 15 primeiros números, em cinco volumes, busca atender a demanda dos interessados, visto que a primeira tiragem foi muito reduzida e se esgotou completamente, apesar da disponibilização de todos os seus artigos na Internet, através de domínio (www.filologia.org.br), que o CiFEFiL criou e administra, também sem patrocínios nem auxílios.
Neste número você poderá ler:
No primeiro artigo (p. 7-13), a primeira parte do artigo do filólogo Ruy Magalhães em que o “sistema expressivo e sua eficácia estética” do português é analisado em diversos pontos;
No segundo artigo (p. 14-24), o filólogo da língua tupi se debruça sobre algumas obras básicas da “língua geral da costa do Brasil” para dar-nos algumas achegas para esta faceta específica da filologia brasileira;
No terceiro artigo (p. 25-28), o primeiro importante trabalho de Geografia Lingüística aplicado à Região Norte do Brasil se faz apresentado em suas linhas gerais, com promessas de melhor divulgação e aperfeiçoamento em breve;
O quarto título (p. 29-36), não é um artigo, mas uma Lei para os docentes de ensino primário e médio, que já está atingindo a sua caduquice, dando mostras de que precisa ser substituída em breve;
No quinto artigo (p. 37-41), a dialetologia brasileira é analisada em sua realização léxica e fonológica em parte do Nordeste brasileiro;
No sexto artigo (p. 42-52), o infinitivo do verbo na língua portuguesa é analisado do ponto de vista histórico, buscando-se suas raízes no infinitivo latino;
No sétimo artigo (p. 52-56), as três propriedades da regra de movimento de sintagmas nominais são analisadas do ponto de vista da estrutura profunda e da estrutura superficial da linguagem, com exemplos do português.
No oitavo artigo (p. 57-66), a autora focaliza aspectos particulares do estruturalismo saussureano relativamente ao sujeito, ao discurso e ao poder nos sistemas lingüísticos.
No nono artigo (p. 67-72), a modificação permanente das línguas, como elementos que se alteram juntamente com os seres humanos (seus executores) é um fato pouco perceptível para as pessoas leigas, que não se dedicam a comparar os fatos ocorridos nessa atividade social do homem;
No décimo artigo (p.73-87), a língua e sua história são examinadas do ponto de vista de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem nos diversos níveis;
No décimo primeiro artigo (p. 88-90), a resenha do Livro de Oswaldo (retrato de um contista esquecido), da escritora e filóloga Rejane Machado, na tentativa de cumprir a mais sagrada função social do filólogo.
No décimo segundo artigo (p. 91-96), voltando-se à aplicação didático-pedagógica da língua portuguesa, analisa-se a utilização da literatura luso-africana como uma proposta de ensino;
Por fim, (p. 97-102), a política lingüística em geral e a da língua portuguesa em particular é considerada e rediscutida do ponto de vista da sua implementação por Antonio Houaiss.
Agradeceremos a todos por quaisquer comentários críticos, que serão sempre aceitos como uma contribuição para a melhoria da qualidade de nossa produção acadêmica e editorial.
Rio de Janeiro, abril de 2001.
José Pereira da Silva