EDITORIAL

 

O Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos apresenta-lhe o número 20 da Revista Philologus, com onze artigos e duas resenhas, de autoria dos professores, filólogos e/ou lingüistas: Adão Aparecido Molina, Antônio Martins de Araújo, Edison Lourenço Molinari, João Bittencourt de Oliveira, José Pereira da Silva, Luciane Rampazo Blanco, Luiz Fernando Dias Pita, Luíza Galvão Lessa, Maria Lúcia Mexias Simon, Nataniel dos Santos Gomes, Paulo de Tarso Galembeck, Ruy Magalhães de Araujo, Salatiel Ferreira Rodrigues, Vito Cesar de Oliveira Manzolillo.

A Revista Philologus se mantém por um período de mais de seis anos ininterruptos, com uma segunda edição dos 15 primeiros números, em cinco volumes, buscando atender a demanda dos interessados, além da disponibilização de seus artigos na Internet, no domínio www.filologia.org.br , que o CiFEFiL criou e administra.

Neste número você poderá ler:

Nas páginas 7-22, a dialetologia é tratada de um modo novo, com a análise das condições de um dialeto norte-americano denominado ebonics, que é utilizado na literatura, no cinema e na música;

Nas páginas 23-36, a segunda parte do artigo do filólogo Ruy Magalhães em que o “sistema expressivo” e “eficácia estética” do português é analisado em diversos pontos;

Nas páginas 37-46, a lexicologia ganha mais uma contribuição sobre o empréstimo, abordando-se alguns de seus mais importantes aspectos lingüísticos e sociológicos;

Nas páginas 47-51, registram-se alguns elementos biobibliográficos do patrono da cadeira 25 da Academia Brasileira de Filologia, um intelectual exemplar, digno de admiração;

Nas páginas 52-63, discute-se o papel exercido pelos marcadores conversacionais na estruturação do discurso oral culto na linguagem jornalística, verificando-se a presença e função das posições do turno conversacional no início, no meio e no fim da elocução;

Nas páginas 64-72, novamente se trata de dialetologia da língua portuguesa, considerando-se o surgimento de uma nova língua, circunscrita ao uso cotidiano, sem expressão literária e falada numa região que é parte do território português e que se caracteriza por traços fonológicos e morfológicos fundamentais próprios;

Nas páginas 73-82, a Geografia Lingüística Brasileira é apresentada nos moldes sugeridos por Antenor Nascentes, em trabalho etnolingüístico extremamente interessante na unidade federativa brasileira que tem o governo da floresta, com uma síntese teórica substanciosa para o seu estudo;

Nas páginas 83-89, o autor apresenta a descrição do comportamento dos clíticos em português e em outras línguas, com classificações feitas por diversos teóricos e algumas considerações sobre os afixos e sobre a concordância;

Nas páginas 90-108, partindo do princípio de que fala e escrita possuem estreitas relações, o autor observa os reflexos da oralidade na escrita e da escrita na fala, assim como a ocorrência dos mecanismos de correção e reconstrução, mais intensas e mais perceptíveis na linguagem oral do que na escrita;

Nas páginas 109-119, as autoras apresentam um registro de uma etapa de pesquisa maior, que já resultou em outros trabalhos e que ainda prossegue na busca de explicação para os topônimos e antropônimos curiosos do Estado do Rio de Janeiro;

Nas páginas 120-131, o autor nos mostra como Petrônio nos revela a mentalidade da plebe romana de seu tempo, além de registrar fatos do latim corrente. Apesar de utilizar o latim clássico quando fala na qualidade de narrador, apresenta o latim popular na fala dos libertos no jantar de Trimalquião, com suas características fonéticas, morfossintáticas e lexicais e o registro de inúmeras figuras de estilo de sabor popular e expressões proverbiais;

Nas páginas 132-124, há uma resenha do livro Mal comportadas línguas, de Sírio Possenti, que trata das aulas de português ministradas por grande número de jornais, à semelhança dos já meio distanciados “consultórios gramaticais”.

Por fim, nas páginas 135-137, outra resenha trata do livro de Antônio José Chediak, com a recensão e preparo de uma edição crítica do mais conhecido poema de Castro Alves.

Agradeceremos a todos por quaisquer comentários críticos, que serão sempre acatados com respeito como uma contribuição para a melhoria da qualidade de nossa produção acadêmica e editorial.

 

Rio de Janeiro, junho de 2001.