O Caso Corpo de Baile

Tereza Paula Alves Calzolari (UFRJ)

 

Em 1956 a então Livraria José Olympio Editora trouxe a público, além de Grande Sertão: Veredas, a obra Corpo de Baile, de Guimarães Rosa, composta por sete novelas. Publicada naquele momento em dois volumes, apresentava as novelas como poemas, no primeiro índice; como romances ou contos, no segundo índice, além da denominação de “GERAIS” e “PARÁBASE”. Em 1960, o livro foi reeditado em volume único, mantendo-se, no entanto, as várias classificações para as narrativas. Na terceira edição, com o consentimento do autor, a obra foi dividida em três volumes autônomos, Manuelzão e Miguilim (1964), No Urubuquaquá, no Pinhém (1965) e Noites do sertão (1965), passando a figurar Corpo de Baile como subtítulo. Essa, no entanto, não foi a única e talvez nem mesmo a maior modificação que recebeu a obra. A classificação de “GERAIS” e “PARÁBASE” desapareceu, ausente do livro até a publicação comemorativa do cinqüentenário de Corpo de Baile, pela Nova Fronteira. A partir da quarta e póstuma edição, por um provável descuido da editora, novas falhas somam-se as existentes, o que também foi sanado na edição comemorativa a que nos referimos.

Em nossa comunicação, exporemos algumas das alterações empreendidas em Corpo de Baile e analisaremos suas implicações no projeto original da obra. A correlação entre a estrutura da Comédia Antiga presente em “Cara-de-Bronze”, por exemplo, classificada até a segunda edição também como parábase, obscureceu-se. Outras conseqüências prejudiciais à compreensão da obra como um todo serão igualmente apontadas.


 

No ano passado, comemoramos o cinqüentenário de dois grandes marcos da Literatura Brasileira, produzidos por um mesmo autor, João Guimarães Rosa. Referimo-nos a Corpo de Baile e Grande sertão: veredas[1], publicados pela então Livraria José Olympio Editora, em janeiro e maio de 1956. Em razão disso, a Nova Fronteira, que atualmente detém os direitos de publicação da obra rosiana, lançou duas edições comemorativas, uma para cada livro.

Corpo de Baile, que aqui mais diretamente nos interessa, voltou a ocupar, como na estréia, dois volumes, reunidos num box, em cujo verso lemos: “Esta edição recupera a estrutura original da obra e vem acompanhada de um histórico de sua primeira publicação, em janeiro de 1956, e de suas edições posteriores.”

De fato, a edição recupera quase que totalmente a estrutura original da obra, desvirtuada nas sucessivas reedições. O êxito, todavia, não se completa na medida em que se faz ausente uma das classificações dadas pelo autor às narrativas na primeira edição, a de novelas, bastante cara à estrutura original, como veremos. O histórico, por sua vez, apresenta-se bastante sintetizado e restrito às três primeiras edições, deixando escapar “detalhes importantes. Nosso objetivo com este trabalho é levantar algumas das alterações substantivas empreendidas em Corpo de Baile nesses cinqüenta anos de existência e as implicações decorrentes para a compreensão da obra.

Em 1956, portanto dez anos depois da estréia em livro com Sagarana, Guimarães Rosa retorna às livrarias com Corpo de Baile, obra composta de sete novelas e seccionada em dois volumes. Na folha de rosto de ambos os volumes, observamos abaixo do título em caixa alta CORPO DE BAILE, e entre parênteses a indicação (SETE NOVELAS), também em caixa alta, mas em fonte menor. Conforme veremos mais adiante, a denominação de novelas para as narrativas deixará de figurar na obra a partir de sua terceira edição.

A seguir à folha de rosto, epígrafes de Plotino e Ruysbroeck o Admirável, além do ““Côco de festa”, do Chico Barbós” distribuem-se por três páginas. Findas as epígrafes, deparamo-nos com o primeiro índice da obra, no qual os textos, classificados na folha de rosto como novelas, intitulam-se poemas. Abaixo da nova denominação, listam-se as narrativas: “Campo Geral”, “Uma Estória de amor”, “A Estória de Lélio e Lina”, “O Recado do Morro”, “Lão-Dalalão (Dão-Lalalão)”, “Cara-de-Bronze” e “Buriti”, nessa ordem. Dos sete poemas, apenas os três primeiros encontram-se no volume. Dentre os três, apenas o segundo, “Uma Estória de Amor”, apresenta uma epígrafe própria, o “Batuque dos Gerais” e um subtítulo, grafado entre parênteses, “(Festa de Manuelzão)”, que não figura em nenhum dos dois índices.

Ao final do segundo volume, ao lado da última página de texto, concluindo o livro, vemos o segundo índice de Corpo de Baile. As novelas e/ou poemas recebem novas classificações: romances e contos, “Gerais” e parábases. Explicamos: abaixo do título CORPO DE BAILE, em caixa alta, como no primeiro índice, temos: I- “GERAIS”, igualmente em caixa alta e entre aspas. Abaixo, portanto, de I- “GERAIS”, vemos entre parênteses e em itálico, seguido de dois pontos, (Os romances):. São assim designados os textos: “Campo Geral”, “A Estória de Lélio e Lina”, “Dão-Lalalão” (“Lão-Dalalão” no primeiro índice e “Dão-Lalalão (O devente)” na abertura da narrativa propriamente dita) e “Buriti”. Em seguida, temos II- PARÁBASE, em caixa alta como os “GERAIS”, mas sem aspas. Abaixo da nova denominação, lemos, entre parêntes e em itálico, (Os Contos):, e em seguida: “Uma estória de amor”, “O Recado do Morro” e “Cara-de-Bronze”.

Dos textos que integram o segundo volume, dois trazem epígrafes próprias como “Uma Estória de Amor”: “O Recado do Morro” e “Cara-de-Bronze”. Observando com mais atenção, verificamos que as três narrativas se posicionam de maneira intercalada no primeiro índice, como a segunda, a quarta e a sexta estórias. Percebemos ainda que são as mesmas classificadas como parábases e contos, no segundo índice. Podemos, portanto e desde , levantar dois dados bastante claros relativos à estrutura de Corpo de Baile. Guimarães Rosa, no projeto original do livro, reforçou a diversidade de gêneros. Os textos são novelas, poemas, alguns romances e “Gerais”, outros contos e parábases. Logo, fica evidente a preocupação do autor em salientar tais classificações e sua relação com o todo da obra que, não à toa, se chama Corpo de Baile, título que reforça a idéia de conjunto harmonioso porque associado ainda à idéia de dança, coreografia. Um segundo aspecto digno de nota se refere ao diálogo entre os dois índices e, conseqüentemente, a importância de sua manutenção, bem como da seqüência em que estão as narrativas.

No ano de estréia, a relevância das diferentes denominações conferidas aos textos pelo próprio autor não passa a desapercebido. Raquel de Queiroz, por exemplo, escreve n’O Cruzeiro: “Sai agora o seu segundo livro: “Corpo de Baile”, contos, poemas, novelas, chama de tudo e tudo é.” (Queiroz, 30/6/1956); José Lins do Rego, n’O Globo: Chama de poemas os seus contos, ligados que estão à imagem órfica do baile que é música em movimento. E, de fato, mesmo o poema poderia abarcar todas as rebeliões do autor.” (Rego, 1956: 2)

No que tange à classificação de parábase, assim se denomina, conforme sabemos, uma das partes morfológicas da Comédia Antiga; “(...) em termos de teatro, significa uma suspensão da ação e uma como que chamada dos espectadores à realidade(Brandão, 1978: 102). De fato, em nossa pesquisa de Doutorado, dedicada ao Corpo de Baile, constatamos a presença da estrutura completa da Comédia Antiga em “Cara-de-Bronze”. No momento, buscamos em que medida o mesmo se dá nas outras novelas igualmente classificadas como parábase, ou seja, Uma Estória de Amor e O Recado do Morro. É importante grifarmos que assim como a parábase interrompe a ação em busca da reflexão, momento em que o a(u)tor despe sua máscara, as três narrativas-parábases interrompem as outras quatro exatamente no momento em que entre elas se intercalam.

Conforme observou o próprio Guimarães Rosa em carta ao tradutor italiano Edoardo Bizzarri: Assim como “Uma Estória de Amor” tratava das estórias (ficção) e “O Recado do Morro trata de uma canção a fazer-se, “Cara-de-Bronze” se refere à POESIA.” (Rosa, 2003: 93), levando-nos a pensar em que medida essa estrutura manter-se-ia presente na obra como um todo, uma vez que o autor a intitula como um único Corpo. Poesia, ficção, música, as idéias-norte dos contos, e igualmente norteadoras da obra, estão manifestas no título, na folha de rosto e nos dois índices, o que nos faz sentir de imediato a falta da denominação de novela na edição comemorativa, tal qual na página de rosto da primeira edição.

Em 1960, sai a segunda edição de Corpo de Baile pela José Olympio, agora em volume único, com nova capa de Poty. A designação “novela” na folha de rosto é mantida, assim como os dois índices e as suas indicações, isto é, a ordem das narrativas, a denominação de poemas no primeiro índice e de “Gerais” e romances, parábases e contos, no segundo. As diferenças entre as edições são duas apenas: o posicionamento alterado das páginas de epígrafes, agora posteriores ao primeiro índice, e a capa em cujas ilustrações não vislumbramos mais a imagem de dois meninos e um cachorro, numa clara alusão a Miguilim, Dito e Cuca-Pingo-de-Ouro de “Campo Geral” no primeiro volume, e dos rostos de duas mulheres a se entreolharem, remetendo-nos à Maria da Glória e Lalinha de “Buriti” no segundo volume. Agora que todas as narrativas foram reunidas num único volume, não haveria mais a necessidade ou o capricho de identificar as de abertura e conclusão do livro em diferentes capas.

Em 1964, chega às livrarias a terceira edição de Corpo de Baile, também pela José Olympio, e com ela uma grande novidade. Com o consentimento do autor, dividiu-se a obra em três volumes autônomos, Manuelzão e Miguilim (1964), No Urubuquaquá, no Pinhém (1965) e Noites do sertão (1965), passando a figurar Corpo de Baile como subtítulo. A esse respeito escreve Guimarães Rosa a Bizzarri:

Sairá, agora, no decurso de 1964, uma nova edição do “CORPO DE BAILE” – a 3ª. A novidade é que ela vai ficar sendo em 3 volumes. Três livros, autônomos. A idéia me viera, há tempos. Comecei por “vendê-la” aos editores na França e em Portugal, que se convenceram depressa das vantagens, e concordaram. E, por fim, consegui, facilmente, aliás, que o José Olympio também a esposasse. De fato, o Corpo de Baile vinha sendo prejudicado pelogigantismo físico. A 1ª edição, em 2 volumes, unidos, pesava, . Arranjamos então a 2ª num volume , mas que teve de ser de tipo minúsculo demais, composição cerrada. E o preço caro, além de não ficar o livro convidativo. Agora, pois, ele se trifaz. (Rosa, 2003: 119-20)

A carta segue com Rosa mencionando os novos títulos dos livros, as novelas que os compõem, inclusive com os respectivos meses de lançamento, alertando o tradutor para dados que considera relevantes, como a observação: “Como Você , a ordem primitiva das novelas foi alterada.” (Rosa, 2003: 120). Informa em seguida que, apesar de constituírem livros independentes, a unidade será mantida via a manutenção do título “ab-original” Corpo de Baile, entre parêntese, em letra discreta, no frontispício interno. Apresenta a distribuição das epígrafes, compreendendo-a como outra maneira de preservar a unidade. Por fim, acrescenta: “O livro ficará sendo em três livros distintos e um verdadeiro... Que tal?” (Idem, ibidem: 121)

Três livros distintos e um verdadeiro...” De fato, a afirmação do autor dá o que pensar, como se ele, que de ingênuo não tinha nada no trato com a língua, apontasse para o equívoco imbutido na tripartição, ao desfazer a verdade da concepção original do livro. Notemos que, ao anunciar a novidade a Bizzarri, Rosa atenta para a alteração da ordem original das narrativas, tão cuidadosamente urdida por ele, conforme vimos. A preocupação maior, ao que parece, se volta para a comercialização da obra, compreensível não apenas do ponto de vista financeiro, bem como pelo desejo natural a um autor de ser lido.

As mudanças, contudo, não param por . A qualificação de novelas, até então indicada na folha de rosto, de “GERAIS” e “PARÁBASE”, no segundo índice, desapareceu, ausente do livro até a publicação comemorativa da Nova Fronteira, excetuando-se, como salientamos, a primeira denominação mencionada.

Fato é que no segundo livro, No Urubuquaquá, no Pinhém, provavelmente por um equívoco da editora, não aparece, diferentemente dos outros dois, a classificação de poemas no primeiro índice. Há a denominação de contos e romance, como no segundo, invertendo-se apenas a ordem em que estão dispostos. Devemos atentar ainda para o “enxugamento” do título “A Estória de Lélio e Lina” para “Lélio e Lina”, no segundo índice, lapso mantido na edição posterior.

A respeito da tripartição do livro, de acordo com uma das leituras possíveis de cartas de Rosa a Alberto da Costa e Silva, a idéia não teria sido sua, com efeito, mas do editor português António de Souza-Pinto. Datadas de 12/11/1962 e de 11/12/1962, portanto dois anos antes da terceira edição brasileira e da correspondência enviada a Bizzarri, as cartas foram fac-similadas no livreto que acompanha a edição comemorativa do cinqüentenário. Elas também podem ser lidas, assim como outras missivas entre Rosa e o amigo, no Arquivo Alberto da Costa e Silva, seção de correspondência pessoal, no Arquivo Histórico da Academia Brasileira de Letras.

Em texto do próprio Costa e Silva, também publicado no livreto, entretanto, há a afirmação de que teria sido Rosa e não o editor português quem teria sugerido a nova divisão, o que torna a questão ainda mais confusa. Ele escreve:

A essa altura, a camaradagem que se estabelecera entre mim e Rosa no Itamaraty se havia voltado em amizade. Escrevi-lhe sobre o novo projeto de Souza-Pinto. E, no retorno de uma das malas diplomáticas, chegou-me carta de Rosa, na qual propunha, por motivos práticos, que se dividisse Corpo de baile em três volumes independentes, tendo o primeiro o título de Miguilim e Manuelzão. Pedia-me que consultasse o Souza-Pinto sobre a idéia.

Souza-Pinto exultou: estava solucionado o seu problema. Na minha carta de volta, não escondi a Rosa que sempre vira os poemas de Corpo de baile como unidos uns aos outros pelas epígrafes de Plotino e Ruysbroeck o Admirável e que sofria em ver a obra desmembrada. Em resposta, Rosa consolou-me ao precisar que pretendia manter Corpo de baile como uma espécie de cabeçalho ou título geral para os três livros, que seriam publicados e vendidos separadamente. Não foi, contudo, essa a solução adotada, mas a da inclusão das palavras Corpo de baile como subtítulo de cada um dos três volumes. (Costa e Silva, 2006: 17)

Não podemos deixar de mencionar que, a partir da terceira edição, Corpo de Baile, ou melhor, Manuelzão e Miguilim, No Urubuquaquá, no Pinhém e Noites do sertão passam a integrar a Coleção Sagarana da Editora José Olympio, apresentada como “uma série variada, de feição gráfica moderna e formato cômodo, reunindo livros escolhidos da literatura brasileira e estrangeira. – Livros de todos os gêneros. Uma coleção organizada para distrair e instruir” (Rosa: 1964), da qual fazem parte obras de Saint-Exupéry e José de Alencar, dentre outros.

Certo é que, zeloso de sua obra, tão cuidadosamente urdida e estruturada, Guimarães Rosa dificilmente deixaria escapar de suas vistas tantas e profundas alterações, como a ausência de várias das classificações originais na terceira edição, bem como de alguns erros presumivelmente por descuido da editora. Prova disso é a resposta do autor à carta de Bizzarri em que o tradutor manifesta sua perplexidade diante da divisão do livro no Brasil, solicitando manter a estrutura original na edição italiana. Escreve ainda Bizzarri:

(...) o decepamento de Corpo de baile me deixa bastante perplexo; não menos, o critério de agrupamento nos três volumes. Mas não se importe com isso, Bizzarri costuma errar muito e, aliás, não se acerta sem errar. Vamos experimentar em que dá. Afinal, V. tem todo tempo para dar outra organização nas sucessivas edições. (...) Eu sei que qualquer coisa os editores possam fazer com Corpo de Baile, a tocha daquela poesia continuará intacta, e a obra acabará por se assentar, quase que espontaneamente, na ordem interior de sua verdade poética. (Rosa, 2003: 127)

Ao que Rosa responde:

Quanto à nova edição de “Corpo de Baile”, Você deve de estar certo. Também, não é, como Você lindamente com o Palante, diz – não é definitiva. Talvez, mesmo, venha a ser peculiaridade curiosa do livro a façanha de sair cada edição de um jeito. mais esta aventura, dele, captando novos leitores. Aliás, o título de “Corpo de Baile” persiste. O livro continua. (Idem, ibidem, p. 131)

Na quarta e póstuma edição, novas falhas, como a falta do segundo índice em Manuelzão e Miguilim, e a manutenção dos erros da terceira edição em No Urubuquaquá, no Pinhém, estendida ainda à quinta edição.

Com a transmissão dos direitos da obra de Rosa para a Nova Fronteira, os três livros passam a ter, até a edição comemorativa, isto é, desde 1984, um índice, flutuante entre poemas (em Manuelzão e Miguilim e Noites do sertão) e contos/romances (em No Urubuquaquá, no Pinhém), até se chegar à redução da antes extensa e instigante nomenclatura a tão-somente poemas. Resta esperarmos pela próxima edição. Seguirá ela a comemorativa, em sua mais próxima e quase bem-sucedida tentativa de resgate da estrutura original da obra ou voltará a reproduzir tantos equívocos, prejudicando sua compreensão?

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro grego: tragédia e comédia. Rio de Janeiro, 1978.

Cadernos de Literatura Brasileira, n° 20 e 21 – edição especial –, dezembro de 2006, Instituto Moreira Salles.

COSTA E SILVA. Três cartas de Guimarães sobre Corpo de Baile. In: Corpo de Baile: sobre a obra. Edição comemorativa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

QUEIROZ, Raquel de. “Corpo de baile”. O Cruzeiro. Rio de janeiro, 30 de junho de 1956.

REGO, José Lins do. “Corpo de baile”. O Globo. Rio de janeiro, 13 de março de 1956, p. 2.

ROSA, Guimarães. Corpo de baile. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956.

––––––. ––––––. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.

––––––. ––––––. Edição comemorativa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

––––––. Manuelzão e Miguilim. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

––––––. ––––––. 4ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970.

––––––. ––––––. 5ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.

––––––. ––––––. 6ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

––––––. ––––––. 9ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

––––––. No Urubuquaquá, no Pinhém. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1965.

––––––. ––––––. 4ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.

––––––. ––––––. 5ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

––––––. ––––––. 7ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

––––––. Noites do sertão. 3ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1965.

––––––. ––––––. 4ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio,

––––––. ––––––. 5ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

––––––. ––––––. 7ª ed. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 1984.

––––––. Correspondência com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.


 


 

[1] Vale lembrar que, de acordo com a seçãoLivros” da revista Visão, edição de julho de 1955, o romance Grande sertão: veredas seria originalmente uma das novelas de Corpo de Baile e chamar-se-ia Veredas mortas. (Cadernos de Literatura Brasileira, n° 20 e 21 – edição especial –, dezembro de 2006, Instituto Moreira Salles. p.33)