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Bibliografia Crítica
de Gregório de Mattos e
Guerra
(Atualizada)

Ruy Magalhães de Araujo (UERJ)

 

Gregório de Mattos e Guerra, o mais importante poeta de nosso Barroco, não teve até agora, efetivamente, a esperada e imprescindível crítica textual que lhe é devida, a fim de que se lhe consagrem os méritos da autoria de tantas poesias, cuja classificação, de acordo com a teoria literária, pode ser assim apresentada: poesias satíricas, maldizentes, fesceninas, encomiásticas, sacras e líricas.

A autoria e o plágio em Gregório de Mattos constituem assuntos de que se vêm ocupando filólogos, críticos literários, pesquisadores e demais estudiosos, persistindo, entretanto, até hoje o mesmo aspecto polêmico.

A verdade é que os textos gregorianos ainda não foram depurados criticamente, seja por aqueles que os julgam furto literário, cópia servil, enfim, vergonhoso plágio de poetas espanhóis, portugueses e até italianos, dentre os quais Gôngora, Lope de Vega, Garcilaso de la Vega, Quevedo, Camões, Gil Vicente, Petrarca; seja por aqueles que os têm como produto de inferências intertextuais, num enfoque de mimese ou de recriação literária, sob o ponto de vista da literatura comparada. Eis o desafio que zomba de nossa capacidade mais de 300 anos: poemas cuja futura edição crítica provavelmente constitui o mais belo problema da ecdótica brasileira, no dizer de Antonio Houaiss, (Elementos de Bibliologia. São Paulo: HUCITEC/PRÓ-MEMÓRIA/INL, 1985, p. 202).

Diante dessa faceta polêmica, observam-se três correntes distintas, extraídas do vultoso número de trabalhos (livros, ensaios, artigos, teses, dissertações), das quais se deixam transparecer:

I) aqueles que o aplaudem;

II) aqueles que o atacam (muitas vezes com exacerbado ânimo acusatório);

III) aqueles que adotam um posicionamento eclético, por via de regra tendo em mira pesquisas ecdóticas, elaboração de dissertações de mestrado, teses de doutorado, ensaios, ou uma posição estritamente científica).

Assim, vejamos:

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