A REPRESENTAÇÃO DO OBJETO DIRETO ANAFÓRICO
EM UM ESTUDO DE PAINEL

Renata Lopes Marafoni (UFRJ)

Esta pesquisa insere-se no quadro da Sociolingüística Paramétrica e busca contrapor entrevistas realizadas com um mesmo falante (representante da fala não padrão do Rio de Janeiro) em dois momentos separados por um intervalo de tempo, para analisar, com base nos dados coletados, possíveis mudanças no seu comportamento lingüístico ao longo desse tempo, no que tange às estratégias de realização do objeto direto anafórico. A amostra utilizada pertence ao projeto PEUL e compreende entrevistas gravadas no início dos anos 80 e no ano 2000.

Vários pesquisadores analisaram o fenômeno em diversas amostras, tanto de língua oral (Omena,1979; Duarte,1986, entre outros) quanto de língua escrita (Averbug,2000) e atestaram a tendência do português no Brasil ao apagamento do objeto direto e ao uso de outras estratégias como o SN anafórico e o pronome nominativo em detrimento ao uso do clítico acusativo recomendado pelas gramáticas normativas.

O objetivo desta pesquisa é observar se ocorreram, de fato, mudanças no comportamento lingüístico dos falantes, principalmente, no que concerne ao apagamento do objeto direto anafórico.

Os resultados ratificarão se há ou não mudança no comportamento individual em relação ao fenômeno estudado.

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