GÊNESE LEXICAL NAS LÍNGUAS EUROPÉIAS OCIDENTAIS: A INFLUÊNCIA GRECO-LATINA
E O PERFIL IDEOLÓGICO DO LÉXICO

Aldo Bizzocchi

Este artigo é uma condensação do estudo sobre a ideologia da formação do léxico das línguas européias ocidentais apresentada em detalhe no livro Léxico e ideologia na Europa ocidental (BIZZOCCHI, 1998), no qual é proposto um modelo teórico que dê conta dos principais fenômenos lexicogênicos conhecidos, ao menos no domínio das línguas ocidentais, para tanto incorporando os processos neológicos já descritos em trabalhos clássicos de lexicologia, bem como as categorias classificatórias constantes nas obras filológicas mais importantes e nos grandes dicionários etimológicos, ao mesmo tempo em que são redefinidos alguns conceitos já correntes e instituídos alguns novos. A Europa Ocidental constitui-se de povos étnica e lingüisticamente diferentes que, no entanto, graças à influência cultural da Grécia e Roma antigas, formaram uma única civilização, a chamada Civilização Européia ou Ocidental, que hoje já tende a ser chamada de Civilização Global. A influência unificadora da cultura clássica reflete-se na ideologia desses povos e, conseqüentemente, em suas línguas. Este artigo procura explicar a dinâmica de criação e renovação do léxico das línguas européias ocidentais (românicas e germânicas) de um ponto de vista ao mesmo tempo neológico e etimológico, isto é, com base na origem e nos processos de produção das unidades léxicas a partir da tensão entre o clássico (de influência greco-latina) e o vulgar.

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