A Filologia, entendida como Crítica Textual,
e as acepções que norteiam
o conceito de autoria

Maria Cristina Antonio Jerônimo (UFF)

 

Muito se estuda acerca da polissemia que envolve os termos Filologia e Ecdótica, além da multiplicidade de denominações que coexistem para designarem a teoria e prática da Crítica Textual. O âmbito, limites e atribuições concernentes ao filólogo ou crítico textual também são geradores de controvérsias.

Essa diversidade de sentidos e parâmetros nos remete a possibilidade real de uma multiplicidade de interpretações às quais o crítico textual estará sujeito. Tal fato dar-se-á, quando da ausência do texto original (autógrafo) ou mesmo parte(s) dele, no momento do estabelecimento do texto. De acordo com o Professor Doutor Ivo Castro, mesmo com todo o rigor inerente ao trabalho científico realizado pela Crítica Textual, é nessa etapa que podemos conhecer o que ele denomina de “o gosto do filólogo”, ao invés do texto original perdido.

A proposta é de um estudo do limiar tênue existente entre o trabalho do crítico textual e a relação de autoria ou co-autoria que se estabelece a partir da publicação de uma ou mais edições. Pensadores, como por exemplo Barthes, entendem a escrita como um texto centrado em sua própria linguagem, com estilo particular, e é  esse viés de subjetividade que irá marcar com um “traço” pessoal do crítico o texto restabelecido.

 

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